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Seleção feminina de vôlei estreia nos Jogos Pan-Americanos de Santiago em busca do ouro

Com oito equipes e dois grupos, Brasil chega como uma das favoritas mesmo sem contar com estrelas


A seleção feminina chega para o Pan após ser campeã invicta do Sul-Americano | Foto: Mauricio Val/FVImagem/CBV

Os Jogos Pan-Americanos de Santiago começam na próxima sexta-feira (20), com a cerimônia de abertura no Estádio Nacional de Santiago. O evento terá duração de 16 dias, encerrando no dia 5 de novembro, e reunirá cerca de sete mil atletas de 41 países diferentes do continente. Dos 633 atletas da delegação brasileira, 24 fazem parte do vôlei, 12 em cada um dos naipes.


A seleção feminina chega para o Pan-Americano como uma das favoritas à medalha de ouro ao lado da República Dominicana, mesmo sem contar com algumas de suas principais atletas, como Gabi, Macris, Roberta e Ana Cristina. Além disso, o próprio José Roberto Guimarães não comandará a equipe para focar em seu novo clube, o Türk Hava Yolları Spor Kulübü, também conhecido como THY.


Sob o comando técnico de Paulo Coco, auxiliar de Zé Roberto e treinador do Praia Clube, atual campeão da Superliga, a convocação inicial da seleção contou com 18 nomes. Kisy, Lorena, Maiara Basso e Tainara foram as únicas atletas que disputaram a última temporada de seleções pelo Brasil e foram chamadas para o Pan.


Opostas: Edinara (SESI Bauru), Kisy (Minas), Sabrina Machado (SESC Flamengo) e Tainara (Praia Clube)

Levantadoras: Carol Leite (Barueri), Kenya (Osasco) e Naiane (Praia Clube)

Centrais: Júlia Kudiess (Minas), Jussara (Unilife Maringá), Larissa Bessen (Barueri), Lorena (Praia Clube) e Luzia Nezzo (Osasco)

Ponteiras: Aline Segato (Barueri), Maiara Basso (SESI Bauru), Maira Cipriano (Osasco) e Talia (Barueri)

Líberos: Laís (SESC Flamengo) e Lelê (Fluminense)


Júlia Kudiess, Kenya, Kisy e Maira Cipriano não foram liberadas pelos seus clubes, visto que o Pan-Americano atrapalharia a preparação das equipes para o início da Superliga. Já Jussara, Edinara e Lelê foram cortadas, e a ponteira Helena Wenk, do Sesc Flamengo, foi colocada na relação das 12 atletas convocadas.


A seleção feminina está no Grupo A, ao lado de Argentina, Cuba e Porto Rico, e estreia no sábado (21), contra a seleção cubana. As duas equipes são as maiores campeãs da competição, com Cuba sendo dona de oito ouros contra quatro do Brasil. O Brasil ainda enfrenta a Argentina no domingo (22), e encerra sua participação na fase de grupos contra Porto Rico na segunda-feira (23).


Os primeiros colocados de cada grupo avançam diretamente para as semifinais. Os segundos e terceiros vão para as quartas, onde enfrentam as equipes do outro grupo por uma vaga nas semifinais. Quem vencer avança, enquanto os times que perderem enfrentam os lanternas de cada grupo nos play-offs. As equipes classificadas vão para a disputa do quinto lugar, enquanto as outras se enfrentam na disputa pela sétima posição.



Brasil x Cuba - será que as “chicas” irão saltar para o sucesso?

Brasil e Cuba viveram o ápice de sua rivalidade na semifinal da Olimpíada de Atlanta, em 1996 | Foto: Reprodução/Agência Estado

A estreia do Brasil no Pan-Americano será um jogo nostálgico para muitos fãs do esporte. A rivalidade entre Brasil e Cuba começou a aflorar nos anos 90 devido aos diversos jogos intensos e equilibrados entre as duas equipes. A equipe cubana, comandada por Mireya Luis e Regla Torres, conquistou inúmeros títulos, incluindo três medalhas de ouro seguidas nas Olimpíadas de Barcelona, Atlanta e Sydney.


Já a seleção brasileira, que contava com os talentos de Márcia Fu e Ana Moser, despontava como um time de muito potencial e que precisava apenas de mais experiência para conseguir chegar ao topo. Mesmo com jogos disputadíssimos e acirrados, a equipe caribenha era superior e levava a maioria das vitórias contra as brasileiras.


O ápice da rivalidade até então amigável entre as equipes entrou para a história. Na partida válida pelas semifinais da Olimpíada de Atlanta-1996, Cuba vinha pressionada após levar um 3 a 0 do Brasil na primeira fase. Com isso, a estratégia mudou. Xingamentos, gritos de “salta, chica!” e encaradas na rede do lado cubano incomodaram as brasileiras que, ao final do jogo, foram tirar satisfação com as rivais.


Ana Moser foi pedir por mais respeito na rede, e foi novamente provocada, começando uma confusão generalizada entre as atletas e as comissões técnicas. No final da Olimpíada, a seleção brasileira conquistou sua primeira medalha após vencer a Rússia na disputa do bronze, enquanto Cuba levou o ouro após bater a China. No mesmo ano, o Brasil venceu Cuba na decisão do Grand Prix.


Mesmo desenvolvendo e lapidando atletas de alto nível nas categorias de base, como a oposta naturalizada turca Melissa Vargas, que estreou na seleção principal cubana com apenas 14 anos de idade, a equipe de Cuba não chega nem próxima ao patamar que alcançou 27 títulos na década de 90, ocupando apenas a 23ª posição no ranking mundial.


O last dance de uma equipe forte e competitiva de Cuba aconteceu justamente em dois Pan-Americanos: Rio de Janeiro-2007 e Guadalajara-2011. Nessas duas edições, as Morenas do Caribe foram finalistas contra a seleção brasileira, vencendo no Rio e perdendo no México.


Depois disso, Cuba sumiu do cenário do voleibol internacional, vendo seu protagonismo regional ser dilacerado com o crescimento de seleções até então inferiores, como Estados Unidos, Canadá e República Dominicana. No Pan de Santiago, as cubanas tentam se reconstruir para voltar à elite do voleibol mundial, mas devem ter dificuldades contra todos os adversários.



Brasil x Argentina - se busca rival?

Brasil e Argentina se encontraram na segunda rodada do Sul-Americano, e as brasileiras venceram por 3 sets a 0 | Foto: Mauricio Val/FVImagem/CBV

Ainda lutando por mais protagonismo no continente, a seleção argentina tenta despontar como a segunda força da América do Sul junto com a Colômbia. Depois da sua primeira medalha nos Jogos Pan-Americanos de Lima, a Argentina se viu em uma crescente. Agora, em Santiago, as argentinas buscam alçar voos maiores, mas terão de lidar com o grande favoritismo do Brasil e da República Dominicana para conquistarem a tão sonhada medalha de ouro.


Impulsionada pelo vice-campeonato do Sul-Americano, a Argentina conquistou o título da Copa Pan-Americana nesse ano, derrotando a favorita seleção dos EUA nas semifinais e desbancando Porto Rico, rival direta no grupo, em decisão disputada em terras porto-riquenhas.


Mesmo que a equipe ainda não tenha atletas em grandes clubes internacionais e sua liga local esteja em processo de fortalecimento, a seleção argentina vê a evolução do voleibol como esporte em seu país, muito por conta da grande fase que vive a equipe masculina, medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio e campeão sul-americano contra o Brasil.


Com uma equipe aguerrida e determinada, a seleção da Argentina tem, novamente, capacidade para buscar uma medalha, embora ainda siga abaixo do Brasil na modalidade. Na 17ª posição do ranking mundial, o time segue em constante evolução e, com mais investimentos no esporte, é capaz de ultrapassar as colombianas como a segunda principal seleção sul-americana e fazer frente ao domínio brasileiro em um futuro próximo.



Brasil x Porto Rico - Davi e Golias

Porto Rico ocupa a 16ª posição no ranking mundial, com 177,67 pontos | Foto: Divulgação Instagram / Federação Porto-Riquenha de Voleibol

Com uma equipe sonhadora e que pode surpreender, Porto Rico chega ao Pan de Santiago com possibilidades de lutar pela segunda colocação do grupo junto com a Argentina. Depois de perder para a seleção brasileira no Pré-Olímpico por 3 sets a 0, com direito a 25/9 no último set, a equipe porto-riquenha ainda conseguiu garantir a quarta colocação do grupo, atrás somente das três favoritas à vaga em Paris: Turquia, Brasil e Japão.


Inclusive, as equipes se enfrentaram no próprio Pré-Olímpico, com vitória porto-riquenha por 3 sets a 2. Na Copa Pan-Americana, Porto Rico competiu em casa, na cidade de Ponce, e fez uma belíssima campanha para conquistar a medalha de prata.


Na fase de grupos, venceu o Chile e novamente a Argentina em outro 3 a 2, e perdeu para México e República Dominicana. Nas quartas de final, derrotaram as colombianas e desbancaram as dominicanas, então favoritas ao título, nas semifinais. Na decisão, a revanche argentina veio, e as porto-riquenhas caíram no tie-break.


Portanto, mesmo que não ofereça muitos riscos à classificação brasileira, o time de Porto Rico não dará vida fácil para ninguém, e o confronto contra a Argentina promete valer a segunda posição do grupo.



Tabela de jogos da seleção brasileira


1ª rodada (21/10): Brasil x Cuba - sábado (10h30)

2ª rodada (22/10): Brasil x Argentina - domingo (13h30)

3ª rodada (23/10): Brasil x Porto Rico - segunda (10h30)


Quartas de final: 24 de outubro (10h30 e 13h30)


Play-offs: 25 de outubro (10h30 e 13h30)


Semifinais: 25 de outubro (17h30 e 20h30)


Disputa do sétimo lugar: 26 de outubro (10h)


Disputa do quinto lugar: 26 de outubro (13h)


Disputa do bronze: 27 de outubro (17h)


Final: 27 de outubro (20h)


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