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Os recados do Derby Paulista

Dentro de um grande jogo, conseguimos ver os diferentes processos dos rivais

Foto: Cesar Greco


Ontem, 17/03, tivemos o Derby Paulista no Allianz Parque. Normalmente, se espera um clássico mais nervoso do que jogado como é tônica dessas partidas. Entretanto, foi visto um jogo de ótima intensidade e qualidade de dois times em estágios diferentes.


O Corinthians, dirigido ainda no terceiro jogo pela comissão portuguesa de Vitor Pereira, vinha empolgado pela goleada por 5x0 contra a Ponte Preta. Era muito claro que esse time recheado de novas peças e contratações estava pegando fôlego. A equipe do Parque São Jorge botou o pé na disputa entre os times mais qualificados do Brasil com as contratações de Willian, Renato Augusto e Paulinho.


O Palmeiras, sabidamente organizado ao extremo, veio para campo como líder do Paulistão e duas vitórias seguidas contra São Paulo e Santos. Ainda esperando um 9, a torcida do Verdão lotou o estádio pronta para empurrar o embalado time comandado por Abel Ferreira.


A vitória da equipe alviverde não era tão previsível, quando duas equipes de grande qualidade tática e técnica se enfrentam, os embates se tornam muito particulares. Apontar favoritos é um exercício muito difícil. Porém, quando a bola rolou, a história tomou outros contornos.


A partida


O primeiro tempo foi todo palmeirense, com uma intensidade de marcação na saída de bola surreal aos níveis brasileiros, Danilo e Dudu faziam o clássico de recital. O Palmeiras se instalou no campo de ataque e acabou com qualquer efetividade do meio de campo composto por Renato Augusto e Paulinho. Os únicos jogadores da equipe corinthiana que realmente apareceram no clássico foram Wiilian, pela sua qualidade técnica, e Roger Guedes, pela insistência e vontade.


Essa marcação sufocante deu resultado quando o juiz assinalou um pênalti “a la VAR” em Danilo. Raphael Veiga marca e Verdão na frente. E o Palmeiras poderia ter marcado mais se fosse um pouquinho mais efetivo. Era um ótimo jogo.


No segundo tempo, a qualidade do Corinthians apareceu quando o próprio time palmeirense cansou dessa marcação frenética e alternou momentos de mais transição ofensiva para se aproveitar de sua organização no contra-ataque. E foi na insistência de Roger Guedes que outro pênalti “a la VAR” foi marcado, o atacante pegou a bola e marcou.


No meio do segundo tempo, em uma bola parada ensaiada, Rony escora a bola para o gol, Cássio consegue salvar, mas o craque da partida, Danilo, marca no rebote. O tento é o da vitória. O time alvinegro especulou com as mexidas de seu treinador, porém, nenhum efeito foi visto.


Os recados


Diante dessa apresentação notável e uma partida de futebol sensacional, Abel Ferreira explicou na coletiva de onde veio essa intensidade de marcação: na rodagem do elenco.


Mais uma vez o calendário da CBF foi criticado, como recuperar o time e fazê-lo intenso se fisicamente o corpo não se prepara e descansa o necessário? As peças vão se encaixando. A postura “retranqueira” vista após os gols alviverdes em outros jogos são realmente pensados para que fisicamente jogadores sejam poupados dentro das partidas. Para que ocorra um espetáculo em alto nível em todos os âmbitos no Brasil, nós sacrificamos pequenas partes de outros jogos pensando já no próximo.


Do lado corinthiano, foi evidente que esse elenco vai dar frutos, o único empecilho que pode existir é justamente o que tanto falamos: o físico. Ao montar um time recheado de craques, mas que tem uma idade um pouco mais avançada, a gestão terá que contratar para preencher possíveis lacunas em seu elenco. O calendário brasileiro obviamente pode ser um inimigo notável.


O que foi visto dentro de campo é que o trabalho de longo prazo interfere completamente nos seus resultados e visão macro de jogos. Abel já tem isso, Vitor Pereira terá ainda, se for permitido trabalhar o tempo suficiente. Os próximos clássicos podem reservar mais jogos de alto nível, se o calendário deixar, claro.

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