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OPINIÃO: O melhor recebedor é o que se apresenta



Patrick Mahomes enfrentava Josh Allen mais uma vez nos playoffs, dessa vez em Highmark, e todos esperavam que se o QB dos Bills fosse dar o troco, seria essa vez.


Com um corpo de recebedores melhor e a confiança de quem havia vencido 7 dos últimos 8 jogos, tendo o fator casa e principalmente contando com o fim das interceptações de Josh Allen, a franquia de Buffalo finalmente poderia encerrar a sua janela de SB ao menos em um Championship Game.


Joe Brady foi inteligente, chamou jogadas onde a corrida ou side pass eram o principal. Em caso de corrida, não seria difícil abrir caminho pelo front dos Chiefs, o 18° contra jogo terrestre. E no side pass, os cornerbacks estavam muito preocupados marcando os recebedores, deixando um bom caminho para avanço.


James Cook talvez tenha sido o jogador que mais se destacou nesse quesito. Conseguiu perfurar boa parte dos bloqueios de Kansas, e foi a peça importante no passe curto, tendo 4 recepções para 21 jardas.


O RPO dos Bills talvez tenha sido uma enorme dor de cabeça para Matt Spagnuolo e seus comandados, já que o que Allen iria fazer com a bola era altamente imprevisível. Ele tanto poderia correr para o lado contrario e achar um enorme espaço na lateral do campo, como também poderia achar um passe para um recebedor livre no meio do campo.


Sendo feita de gato e sapato, a defesa de Kansas seguiu um plano até que bem simples quando nós, meros espectadores, olhamos de fora: Pressão no Allen, marca as laterais do campo individualmente e deixa um ou dois atletas marcando o meio em zona.


A estratégia funcionou até certo ponto. Ninguém conseguiu uma média de +9 jardas por passe e ainda conseguiram anular o principal alvo da equipe, Steffon Diggs, com a mesma dobra utilizada contra Tyreek Hill na partida anterior. Nas poucas vezes que o camisa 14 avançou, não conseguia chegar a linha de 1st down.


Khalil Shakir e o novato Dalton Kincaid se tornaram os alvos principais, o primeiro variava entre passes curtos quando os Bills tinham calma e bombas direto pra endzone quando o touchdown era necessário e o segundo sempre com passes curtos, no centro do campo, buscando o 1st down na força física.


Do lado vermelho da bola, o pass rush poucas vezes funcionou durante a partida, quando funcionava, era geralmente algum vacilo de um Left Tackle que era aproveitado brilhantemente por George Karlaftis em raras infiltrações, contudo, das 30 jardas ofensivas em diante, o passe já não funcionava mais.


Perto ou já na redzone, os Chiefs se tornavam mais forte na defesa, a pressão apesar de não conseguir nenhum sack, acelerava o passe de Allen, que normalmente buscava o fundo do campo e falhava quase sempre.


Enquanto o relógio foi aliado, não havia problema nenhum em campanhas de 6 ou 7 minutos de jogo corrido para marcar um TD, mas a partir do momento em que o jogo acelerou demasiadamente, o passe começou a ser a saída e após fake punt mal sucedido, problemas em passes para mais de 10 jardas e um field goal perdido, os Bills viam mais uma temporada indo para o buraco.


Os Chiefs apesar de terem tido um pass rush bastante acanhado e junto a isso uma defesa terrestre que inexistiu durante o jogo, conseguiu crescer nos momentos decisivos e fez uma excelente proteção de profundidade, sendo quase intransponível para big plays e passes de 10+ jardas, fora uma boa proteção contra jogo aéreo em red/endzone e Hail Mary.


No ataque, uma estratégia bastante interessante: Rodar pacotes mais pesados de dois ou mais Tight Ends com o objetivo de obter mais sucessos em Screen pass e também uma maior facilidade para abrir caminho para Isiah Pacheco.


Pacheco que talvez tenha feito a sua melhor atuação em playoffs ontem. Com um front poderoso dos Bills, ele conseguiu boas rotas pelo meio e somou 97 jardas terrestres com 15 carregadas, além de um touchdown.


Travis Kelce foi o alvo mais procurado, sendo a arma de Mahomes no fundo do campo, anotou um TD com a ajuda dos screens mencionados acima e também outro touchdown, dessa vez de 22 jardas, utilizando uma grande jogada com Mecole Hardman puxando um Linebacker e um cornerback para si mesmo e deixando o camisa 87 livre para receber o passe.


Rashee Rice foi outro jogador bastante utilizado por Naggy e Reid, geralmente se posicionava fazendo rotas da direita para o meio, tentando explorar o centro do campo ou abrindo espaço para rotas wheel e scramble que pudessem ocorrer.


Rice ficou de fora de uma boa parte dos snaps por uma entrada forte que o fez sair mancando do campo.


Mahomes fez outra partida de almanaque, dois touchdowns passados, 215 jardas aéreas, soube correr quando necessário e teve como maior mérito, pelo menos para mim, a execução quase que perfeita do playbook e principalmente, trabalhar de maneira incrivelmente veloz o relógio.


A defesa dos Bills ao meu ver foi bastante positiva no que se diz ao apressar o passe e explorar falhas no pocket, porém, não teve uma contenção boa ao jogo corrido e apresentou muita dificuldade ao neutralizar jogadas onde Patrick Mahomes tinha como principal objetivo se mover para passar a bola ou escapar de sacks.


Mais um duelo entre dois gênios geracionais que termina com vitória do camisa 15 de Kansas, que teve seus méritos e que em total sincronia com o resto de sua equipe, fez mais um show em pós temporada e vão mais uma vez as finais da AFC.


Para Josh Allen, resta descansar e conversar com os Bills sobre o futuro da franquia, já que parece que a janela de SB dessa geração fechou e poderemos ver uma enorme reformulação já na próxima temporada.


Os Chiefs enfrentam os Ravens no domingo e a grande incógnita será qual o plano da trinca Reid, Nagy e Spagnuolo para avançar em cima de uma forte defesa, neutralizar o ataque mais móvel da liga e se esse plano será tão bem executado como foi feito contra Dolphins e Bills.



*As opiniões aqui emitidas, são de total responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva.

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