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OPINIÃO: O medo da derrota consumiu um técnico e seu elenco?

Atualizado: 18 de ago. de 2023

Uma simples frase que traz à luz um questionamento: O medo de sair derrotado tomou conta de um time com a vantagem da vitória na primeira partida?

(Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians)

Com o vídeo abaixo, retratando a frase cunhada pelo técnico do Corinthians, Vanderlei Luxemburgo, inicio este artigo falando sobre o desempenho da equipe alvinegra na semifinal da Copa do Brasil diante de um de seus maiores rivais. Num confronto o qual o time poderia ter obtido a chave definitiva para coroar uma temporada de trancos e barrancos que o Timão tem enfrentado atualmente.



O 2023 corintiano não tem sido fácil desde o seu início, em oito meses acompanhamos uma série de fatores que desestabilizaram o que já vinha turbulento desde a temporada passada, marcada pelo vice da Copa do Brasil contra o Flamengo. Técnico indo embora após prometer não sair da equipe e acabar no RJ ao despistar a todos, um comandante inexperiente ganhando uma segunda chance de comandar o elenco principal e terminar eliminado no Paulista para o Ituano nas quartas de final, técnico com problemas judiciais tendo passagem relâmpago pelo time, e por fim, Luxemburgo chegando e não criando condições de recuperação à curto prazo de uma equipe que flerta com as últimas posições do Brasileiro e terminou eliminada na fase de grupos da Libertadores da América. Mas que depois de 2 meses e meio de dores de cabeça, vem acertando aos poucos e tirando "leite de pedra" com o que tem disponível no Parque São Jorge.


Desde o dia 08 de julho, após vencer o Atlético Mineiro por 1 a 0 no Mineirão, o Timão teve uma sequência até então não vista na temporada atual. Após o jogo contra o Galo, foram onze partidas sem saber o que era derrota. Entre o Brasileiro e o mata-mata da Copa do Brasil e da Sul-Americana, oito vitórias, três empates e três classificações contra América Mineiro, Universitário-PER, e Newell's Old Boys-ARG. Utilizando como citei anteriormente, o que possui disponível no próprio elenco, como por exemplo, jogadores da base, que tem ganho oportunidades na competição da CONMEBOL e fazendo boas atuações. Estão nas quartas de final da Sula contra um forte Estudiantes-ARG, que despachou nas oitavas um até então sólido e consistente no torneio, Goiás.


A vontade de ganhar deu lugar a covardia de não ousar e não criar na casa adversária em busca de ampliar a vantagem da ida. O medo, a inoperância defensiva e ofensiva na primeira etapa prejudicaram a equipe, que apesar da mudança de postura após a entrada de Fagner e Rojas no segundo tempo, não foi suficiente para virar o cenário desfavorável no Morumbi.


Ontem, diante de um Morumbi pulsante, lotado por 62 mil torcedores empurrando o São Paulo, Vanderlei Luxemburgo viu Wellington Rato e Lucas Moura decidirem em favor do tricolor paulista e a vantagem corintiana do jogo de ida na Neo Química Arena que estava em 2 a 1, se espairecer ainda no primeiro tempo do jogo decisivo. No segundo tempo, após Cássio trabalhar muito para evitar maiores estragos na meta alvinegra, o Corinthians acordou e fez o que pôde para correr atrás do prejuízo sofrido, porém, não obteve sucesso e terminou aqui sua trajetória na Copa do Brasil de 2023. E partir daí, entra a seguinte frase:

"O medo de perder tira a vontade de ganhar."

Vanderlei Luxemburgo.


(Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians)

Essa frase no vídeo do ano de 2017, em que comandava o Sport, tornou-se bem atual para a atuação do Corinthians de ontem após um período embalado no Brasileiro e nas competições eliminatórias em que ainda mantinha chances de título. Dorival Júnior e suas peças conseguiram resolver o enigma de Itaquera ainda no primeiro tempo do jogo, e souberam manter uma certa consistência que faltou ao timão para reverter o placar, ou pelo menos diminuir a vantagem e levar a partida para os pênaltis. O comandante alvinegro teve a classificação para a final nas mãos apenas nos primeiros minutos, quando ainda estava 0 a 0, e ao longo da partida, fez alterações imprecisas, assistiu um time abatido após dois gols, e perdendo uma série de lances no segundo tempo que poderiam ter levado a semifinal para as penalidades máximas, assim como o time se classificou contra Remo, Atlético Mineiro e América.


A postura em campo na partida dessa quarta-feira foi equivocada, evidenciou o quanto o time em jogos decisivos depende de um único jogador para se entrosar. Exemplo foi a dependência de Róger Guedes para construir resultados durante a ausência de Renato Augusto devido a série de lesões pela idade avançada, e a dependência do próprio Renato nos confrontos quando Guedes não despontava com a responsabilidade para si, e agora, que se transferiu para o futebol do Catar. O coletivo do Corinthians, apesar da mesclagem entre base e medalhões entre os 11 titulares, têm problemas visíveis a serem resolvidos ao longo da temporada, e com nítida urgência, já que a equipe é somente a 14ª colocada no brasileiro e terá uma parada dura na Sul-Americana.


Luxemburgo desde o início, afirma que tem como objetivo levar o time pra Libertadores pelo Brasileirão, porém, neste segundo turno, que começa no sábado (19) contra o Cruzeiro, precisa primeiro pensar em se afastar do Z-4, e claro, se quiser um título inédito, concentrar atenções também na Sul-Americana, que apesar de não ser atrativa como era a Copa do Brasil, também dá vaga direta na Libertadores da América. Mas se levar essa frase de 6 anos atrás ao pé da letra, assim como vimos na partida de ontem, não terá condições de levar o time ao objetivo planejado, e muito menos, limpar seu currículo após uma sequência de trabalhos decepcionantes a partir dos anos 2010. E vale lembrar também, que nesse entrevero, a culpa não cai somente sobre suas costas, mas também cai sobre o elenco, que por depender de um único jogador para se entrosar na partida, não engrena o suficiente para construir resultados positivos e boas atuações quando este se ausenta ou não reúne condições suficientes de decidir um jogo sozinho.


*As opiniões aqui emitidas, são de total responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva.


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