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OPINIÃO: Evolução


Reprodução: @MiamiDolphins


O problema em vencer contenders na NFL continua para os Miami Dolphins, porém, pela primeira vez, o time mostrou concentração e vontade para reagir, mesmo que a vitória tenha escorrido pelos dedos de Tyrek Hill e Tua Tugovailoa.


Durante o primeiro quarto, um passeio total dos Chiefs. Andy Reid e sua comissão técnica conseguiram achar um jeito de parar as valências ofensivas e defensivas dos Dolphins. Enquanto Skyy Moore e Trevis Kelce serviam de "isca", Marquez Valdes-Scantling, Rashee Rice e Jerick McKinnon corriam livres pelo meio do campo.


Fora isso, os Dolphins foram muito irregulares na pressão de Mahomes. Ora o camisa 15 tinha liberdade demais para passar para mais de 10 jardas, correr com a bola e fazer drives velozes. Em outros momentos, extremamente bem encaixotado e sem tempo para correr ou escanear o campo.


Já na defesa, os Chiefs foram impecáveis. Na trincheira, uma defesa responsiva que conseguia pressionar e impedir que Tua lesse qualquer rota, forçando screen pass que eram pouco frutíferos em cima do bom Jaylen Watson.


Nas poucas vezes que conseguiu ter liberdade para soltar a bola, se via em situação de jardas pós recepção ou passes incompletos. A secundaria de Kansas City era bastante rápida ao ler uma jogada de passe, se antecipando inclusive em play actions e limitando Tyrek Hill e Jaylen Waddle a uma partida limitada no primeiro tempo.


Raheem Mostert, a quem parecia ser a principal arma dos Dolphins para o jogo também teve suas jardas passadas reduzidas pelo bom trabalho de Steve Spagnuolo.


Para terminar, com screen ruim, Tua joga uma "batata quente" nas mãos de Tyrek Hill, que sofre um fumble forçado por Trent McDuffie, recuperado por Mike Edwards e que terminou em touchdown nas mãos de Bryan Cook.


Jogada que foi um misto de trapalhadas do ataque de Miami com competência, explosão, versatilidade e coletividade da defesa de Kansas City.


com 0x21 no placar, um time perdido em campo e um Chiefs que não era brilhante, mas era competente, Mike McDaniel teria que desenhar e apagar sua lousa várias vezes para que os Dolphins tivessem outra postura em Frankfurt.


Bem, o "nerdola" com suas "nerdolagens" conseguiu fazer com que o Dolphins viessem com outra cara para o segundo tempo.


A primeira grande mudança foi na estruturação do ataque. Se utilizando de um fake composto por toda a OL, eram simuladas diversas jogadas de passe, deslocando a primeira linha toda para esquerda e deixando um corredor livre para Mostert avançar. Desse modo, o Dolphins pontuava pela primeira vez na partida.


Quando a jogada ficou conhecida, havia variação no movimento da defesa, logo os Chiefs não conseguiam prever para que lado ia a OL e nem por onde iria passar Raheem. Fora uma evidente melhora na corrida, o jogo aéreo também passava a respirar.


Com Tua sendo magistral em play action, e Tyrek variando com Waddle em rotas sit, conseguiam abrir corta luz para o outro recebedor avançar muitas jardas, e com McDaniel desenhando boas jogadas de linha de fundo, Tyrek Hill adicionava mais um touchdown na conta e a partida ficava por uma posse.


Na defesa, ainda persistiam os erros de marcação no meio campo, porém, Mahomes era pressionado com mais frequência e o ataque dos Chiefs inexistiu no segundo tempo.


Com a lesão de seu center, a OL dos Dolphins ficou mais lenta, Tua teve mais dificuldade em ler os passes, o box defensivo foi melhor preenchido, o que dificultou os movimentos de Hill e Waddle e mesmo com mais chances, os Dolphins não foram capazes de empatar o jogo.


Tua já não conseguia nem ao menos achar seus companheiros desmarcados, para piorar recebeu um caminhão de sacks e contou com uma girada cômica, que o tirou de uma boa posição para passar para o companheiro livre para um lado completamente marcado o forçando a um intentional grounding.


Uma lesão, um snap ruim, uma OL que não suportou a pressão, uma sequencia de três sacks, todos esses foram fatores que culminaram na vitória que escorregou das mãos de Tua Tugovailoa e passou entre os dedos de Tyrek Hill.


Apesar do resultado ainda longe do ideal, é possível ver o copo meio cheio em Miami. Diferente de outras derrotas, o time chegou a ser melhor em momentos do jogo, viu o empate ser possível e ainda esboçou reação em meio a uma partida já tida como perdida.


Alguns pontos evidentemente precisam ser melhorados, como a gestão de relógio, mais versatilidade no jogo corrido e se manter inventivo durante os quatro períodos, independente do placar.


Tua precisa ser mais frio em momentos decisivos, muito da derrota passou por sua inaptidão em liderar o ataque, porém, fez uma partida muito boa dentro das limitações que a defesa dos Chifes o impuseram.


Tyrek Hill foi bem, mostrou alternativa ao se desprender em ser o alvo um em rotas flat para ser solidário e abrir caminho para seus companheiros na bola aérea. Jalen Waddle mostra evolução, conseguindo trocar do papel e recebedor um e dois com maestria dentro de um único drive.


Raheem Mostert se mostrando novamente uma das melhores apostas em jogo corrido da liga. Bem quebrando tackles e mostrando diversidade em rotas, um dos bons destaques da partida.


A secundaria precisa ser mais constante. Enquanto Mahomes era bem pressionado, os conerbacks estavam tomando um "baile tático" de Matt Naggy e nem tiveram o luxo de falar que anularam Trevis Kelce, já que o camisa 87 se propôs a seguir um papel tático.


Apesar de coisas a serem revistas, vejo com bons olhos essa reação dos Dolphins. Diferente da primeira semana, mostram que tem gás para competir e podem fazer frente a alguns favoritos nos playoffs se manterem essa postura.

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