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OPINIÃO: Aos Alvinegros, resta ter esperança


Foto: Israel Simonton / Ceará SC.

Com mais uma atuação no mínimo "aterrorizante", o Ceará conseguiu um empate sofrido contra a fraca equipe da Ponte Preta, amargando mais uma rodada consecutiva na parte de baixo da tabela.


A equipe tricampeã do Nordestão de Eduardo Barroca é um verdadeiro cemitério de ideias, com uma saída de bola inexistente, uma dificuldade tremenda em criar finalizações e uma posse de bola enorme para uma também enorme improdutividade.


A involução do Ceará em apenas três jogos é absurda e extremamente visível. O time de Morinigo não era perfeito, mas, conseguia ser competitivo. O time "Barroquista" só não é um "bando" em campo porque a compactação defensiva é extremamente bem feita, mas, a criação é inexistente, e as transições horrivelmente mal feitas, e executadas de uma forma ainda pior.


O cenário ainda pode ser mais assombroso, quando o treinador alvinegro tem o respaldo de ser campeão do Nordeste, e vai contar com a cabeça dura dos dirigentes, que agora que atestaram burrice ao demitir Morinigo, vão manter Barroca a todo custo pelo falso discurso de "Desenvolver trabalho e elaborar projeto."


A troca, além de um grande incêndio, foi precipitada e de uma leitura porca e mal feita. Sem ter um nome engatilhado para fazer a "passagem de bastão", em questão de horas arranjaram o "bombeiro" Eduardo Barroca, que além de vir de péssimos trabalhos, ainda tinha consigo a visão amadora de que ter posse é ser ofensivo.


A troca de um treinador com 65% de aproveitamento, e 5 derrotas na temporada, para um tiro no escuro de 40% de aproveitamento geral na carreira comprova na prática o que já era dito na teoria: Amadorismo, resultadismo, imediatismo, e uma total falta de noção de futebol.


Um time que antes tinha como marca registrada o mental forte, a boa transição ofensiva, e a capacidade impressionante de matar seus jogos com 30 minutos de primeiro tempo, hoje é um time pouco criativo, lento, com dificuldades de criar e finalizar e até sair para o jogo, mas com 60% de posse e uma boa compactação defensiva, para criar a ilusão da diretoria que a troca foi correta, e que há algo de melhor pós-saída de Morinigo.


A absurda dificuldade de manter ideias que funcionavam atrapalha demais o desenvolvimento do clube. Assim como Marquinhos Santos, Barroca mexeu demais na estrutura do time, destruindo o que dava certo, e implementando ideias não funcionais, que não se encaixavam com o time, e que além de tornarem o time pouco competitivo, deletam a "memoria tática" eficiente do treinador anterior, fazendo assim a equipe ter atuações notoriamente mais fracas e e acabando com a boa fase de alguns atletas, e limitando o potencial de outros.


Fazendo escolhas bastante questionáveis, como Caíque banco para Richardson, a entrada de Jean Carlos no lugar de Guilherme Castilho, entre outras mudanças que não faziam sentido na teoria e foram piores ainda na prática. A exemplo de que a Ponte Preta mesmo com um elenco abaixo, teve controle das ações ofensivas, chegando a 21 finalizações, contra cinco do visitante.


Esse, que talvez foi o primeiro jogo com o DNA Eduardo Barroca, foi tenebroso, e que levanta muitas dúvidas sobre o futuro do Ceará dentro da competição. Demitiram o treinador certo para contratar o errado, e agora vão bancar o erro para se passarem por "profissionais."


O objetivo do acesso ainda é bastante real, mesmo que haja muitos obstáculos pelo caminho, e torcer para que na menor possibilidade de Eduardo Barroca dar certo, que dê, para que no meio de uma competição, o Ceará não tenha de arranjar uma terceira filosofia.



*As opiniões aqui emitidas são de total responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva.

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