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OPINIÃO: Afinal de contas, como o futebol feminino evoluiu desde a primeira Copa do Mundo?

Atualizado: 5 de ago. de 2023

Foto: Divulgação/Instagram Seleção Marroquina.


A Copa do Mundo Feminina, e o próprio futebol feminino, ganham notoriedade a cada dia graças a constante luta das atletas desse meio. É um fato que, historicamente, o futebol feminino foi constantemente desvalorizado, podendo-se observar alguns resquícios desse problema ainda hoje, mas que, a cada dia, é mais envolvido e cicatrizado pelo meio desportivo.


A prova dessa evolução é que a primeira fase da Copa do Mundo de 2023 foi 54% mais assistida que o mesmo período da Copa anterior. Porém, apesar disso, tivemos casos absurdos relacionados ao preconceito, como o caso do bloqueio do chat da transmissão do Cazé TV por comentários misóginos. Podemos ver que caminhamos, dia a dia, para evoluir, mas ainda tem muito necessário.


Essa mudança se dá, também, ao se analisar como se deu as condições das Copas. A primeira Copa do Mundo Feminina organizada pela FIFA só foi feita em 1991 (61 anos depois da primeira Copa masculina), tendo apenas 12 participantes e média de 19 mil espectadores. A Copa atual tem 32 participantes, sendo 8 delas estreantes e média de público, até o momento da publicação, é de quase 30 mil espectadores.


Porém, o que levou ao crescimento do futebol feminino? É importante destacar o aumento de publicidade, marketing e de transmissão dos jogos, onde ocorreu um grande aumento nos últimos anos. Para se ter uma ideia, a primeira Copa Feminina transmitida em uma emissora aberta de maior alcance no Brasil, como a TV Globo, foi a de 2019. 28 anos após a primeira edição. Hoje, grandes plataformas disputam suas transmissões. Não há para onde correr, a Copa do Mundo Feminina chegou para ficar e nada vai mudar isso.


Também é curioso se observar o crescimento da própria seleção brasileira. Apesar da precoce queda na fase de grupos da Copa de 2023, a Amarelinha vem formando uma dinastia na América do Sul e sendo pedra no sapato contra diversas seleções europeias (hoje, apresenta retrospecto positivo diante delas). Se antes pouco se via sobre nas grandes mídias e só se conhecia as jogadoras mais famosas (Marta, Cristiane, Formiga, Sissi...), hoje se vê uma profundidade de conhecimentos e discussões muito maior, com a qualidade de jogadoras que compõem a nova geração sendo, finalmente, reconhecida.


Um fator que evidencia a evolução dessa modalidade em diversos polos, são as "zebras" que vimos aos montes nessa Copa. Marrocos, África do Sul, Colômbia, entre outras, são projetos que cresceram nos últimos anos no futebol feminino e vem se mostrando cada vez mais fortes e arriscando tomar o trono das grandes dinastias. A seleção marroquina — que deixou no caminho a bicampeã Alemanha pela primeira vez na história do país europeu — vem fazendo uma linda história no seu continente e agora quer repetir isso na Copa. Como não falar também da Jamaica, que eliminou a seleção brasileira após dificuldades até para conseguir participar da Copa? São casos como esses que evidenciam a luta, a importância, a evolução e o valor do futebol feminino ao redor de todo o mundo.



Foto: Divulgação/Instagram Seleção Jamaicana.

Então sim, o futebol feminino é muito importante — desportivamente e socialmente — e continuará crescendo cada dia mais, com muita perseverança e luta de quem o compõe. É dever valorizar esse esporte que tira tanta meninas de situações difíceis e permitem dar a suas famílias uma situação dignas. Que possamos ver mais evolução na estrutura, nos salários e em tudo que envolve o futebol feminino. E sim, é um grande prazer acompanhar essas grandes mudanças. Que possamos continuar aproveitando a Copa do Mundo Feminina de 2023, pois cada jogo é um espetáculo diferente e podemos absorver muito deles.



*As opiniões aqui emitidas, são de total responsabilidade de seus autores, e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva

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