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OPINIÃO: A um field goal do paraíso


Reprodução: @seahawks

Os Seattle Seahawks rumaram para Los Angeles buscando se manter vivo na briga pela divisão. Contra um adversário teoricamente mais fraco, a franquia de Washington buscava sair do So-Fi Stadium 7 - 3, porem levou um banho de água fria.


Mais uma vez demonstrando ser inconstante, Geno Smith foi engolido pela pressão adversária. Quando sua OL falhava, o mesmo desperdiçava muitos passes curtos e era muito dependente do jogo corrido.


Jogo corrido esse que ficou desfalcado após a lesão de Kenneth Walker e ficou muito dependente de Zach Charbonnet, que mesmo com a pouca criatividade de Shane Waldron em desenhar rotas, fez uma partida muito sólida e foi o desafogo no ataque.


Se faltou criatividade para o jogo corrido, no aéreo sobrou jogadas interessantíssimas, principalmente explorando o fundo do campo e nomes como DK Metcalf e Tyler Lockett, ambos bem abertos e com um bom jogo de imposição física e jardas após recepção.


Para fechar o assunto Geno Smith, sua incompetência em se mexer ou escalar pocket mais uma vez prejudicaram sua equipe. Sendo trucidado todas as vezes que precisou soltar a bola rápido, perdeu dois bons drives ofensivos que se fossem convertidos em touchdown teriam dado a vitória.


A defesa mais uma vez muito explosiva e extremamente faltosa. Um total de 130 jardas cedidas só com penalizações, e uma defesa insustentável. Viciada em blitz e em mover cornerbacks para pressionar o QB adversário, cansou de receber passes abertos devido a falha estrutural da defesa.


A maneira "monocromática" de se jogar na defesa prejudica demais a equipe contra quarterbacks versáteis. Stafford destruiu toda a defesa quando descobriu que para anular todo o esquema de Seattle era necessário apenas fazer play actions após um undercenter.


E foi assim, de uma maneira simplória, sem Cooper Kupp e com muita ajuda da instável defesa das aves, que o excelente camisa nove dos Rams conduziu seu time a uma virada histórica, voltando de lesão para o drive da vitória.


Óbvio que os poucos snaps realizados por Drew Lock na ausência de Geno Smith, também lesionado, foram prejudiciais ao ataque dos visitantes, porém, não muda o fato de que se o time tivesse sido mais constante, não precisariam de um field goal faltando cinco segundos para vencer a partida.


O trabalho de Clint Hurtt é previsível e apesar da defesa muitas vezes se sustentar em jogos grandes, o excesso de faltas e algumas falhas estruturais visíveis são incomodas, e um dos principais pontos pelo qual o Seahawks ainda não tem condições de enfrentar times de primeira prateleira.


O setor defensivo tem uma boa quantidade de material humano, mas tem dificuldade em ser constante dentro das partidas. Muitas vezes pode vencer um jogo, como também doar pontos importantes ao adversário.


A equipe como um todo pode ser vencedora caso se livre de alguns maneirismos e arranje um quarterback que possa condizer com a situação da equipe e que não destoe do restante do ataque.


Falta se despregar de conceitos ultrapassados, falta ser mais agressivo na busca de um capitão para o ataque e principalmente constância. O time ficou a um field goal de vencer porque o ataque e a defesa fraquejaram quando não podiam.


Os Seattle Seahawks tem o esqueleto de um time vencedor, falta apenas pessoas que acreditem nisso. Um sistema defensivo melhor organizado e um QB com nível separam os Seahawks entre ser uma equipe que vai aos playoffs e entre ser uma equipe que traz alguma disputa em playoffs.

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