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OPINIÃO: A responsabilidade da Record pela queda de interesse no Pan


Logo usada pela Record TV na cobertura das Olimpíadas de Londres/2012 - Foto: Divulgação/Record TV

Estamos a uma semana dos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, e será a primeira vez, em 28 anos, que a competição não será transmitida em TV aberta no Brasil; o Pan aqui será exclusivo da Internet, com a parceria Cazé TV/Comitê Olímpico do Brasil.


E muitos de nós elegemos a grande responsável por essa falta de interesse do público geral e da mídia tradicional com o Pan: a Record TV. E eu vou tentar explicar neste texto o porque.


Em 2008, a ainda chamada Rede Record gastou 60 milhões de dólares pelos direitos exclusivos dos Jogos Olímpicos de Londres/2012 em TV aberta, um fato que virou o mercado de cabeça pra baixo, afinal a Globo não iria exibir uma Olimpíada depois de muito tempo e o audacioso projeto "A Caminho da Liderança" dava um sinal de ser concretizado.


Além das Olimpíadas, a emissora de Edir Macedo assinou com a PanAm Sports os direitos exclusivos de transmissão do Pan entre os anos de 2011 a 2023.


Estúdio da Record no Pan 2007 | Foto: Divulgação/RecordTV

O boom da cobertura olímpica da Record foi ciclo do Pan Rio 2007, onde dividiu os direitos com Globo e Band, até as Olimpíadas do Rio 2016, também com Globo e Band.


Equipe da Record nas Olimpíadas de Londres-2012 | Foto: Divulgação/RecordTV.

Depois das Olimpíadas no Brasil, a Record ainda tinha os direitos do Pan de 2019 e 2023, mas os sinais de que a "maionese tava azedando" foram dados no Pan de Toronto, em 2015: enquanto no Pan de Guadalajara-2011 e em Londres, a Record gastou até as tampas com estúdios no IBC, bancadas nos pontos de transmissão e até câmera exclusiva na Vila Olímpica, no Canadá não teve estúdio, não teve bancada, não teve estrutura de Globo. A cobertura teve uma queda considerável de qualidade e isso refletiu na audiência.


Ana Paula Padrão no newsroom da Record no IBC em Guadalajara-MEX | Foto: Reprodução/Record TV.

Adriana Araújo e Ana Paula Padrão em um dos pontos de transmissão da Record nas Olimpíadas de Londres-2012 | Foto: Reprodução/RecordTV .

A RecordTV teve até um ônibus londrino para divulgar sua cobertura exclusiva | Foto: Reprodução/RecordTV.

Em 2019, tivemos o Pan de Lima e a Record simplesmente deixou a estrutura faraônica de lado e fez quase tudo da sede na Barra Funda.


Equipes da Record no Pan de Toronto-2015 e Pan de Lima-2019 | Divulgação/RecordTV

Em 2020, no auge da pandemia, com todo mundo cortando tudo que era possível, a Record decidiu romper o contrato com a PanAm Sports, deixando a transmissão do Pan deste ano, que vai começar semana que vem. A partir daí, todo mundo perguntava se alguma emissora se interessaria pelo Pan de Santiago, mesmo com todo mundo nem aí pro evento.


Equipe da Record nos Jogos Olímpicos do Rio 2016 | Reprodução/RecordTV

O simples fato da emissora que tem os direitos exclusivos da competição largar a mesma num 5° plano refletiu no grande público. A Record fez o Pan ficar mais nichado do que já é. A emissora tá fazendo a mesma coisa com o Paulistão: começou com uma enorme equipe e para os próximos dois anos, vai terceirizar porque acabou com o departamento de esportes.


A Record só fez isso por conta de um projeto de tirar a liderança de audiência da Globo, mas não adianta querer ser uma Globo sem ser a Globo.


Como tudo que envolveu o projeto, tudo ficou de lado porque a audiência, o mercado e os números não corresponderam a expectativa; a Globo pode ignorar algumas competições mas ainda dá audiência e faturamento.

O público da "bolha" que ficou órfão de uma transmissão em TV aberta e fechada, por mais que o calendário deste ano foi muito mal planejado.


A discussão dos direitos de transmissão estarem mais no digital sempre será válida, porque essa colunista defende o maior número de transmissões possível. Mas a tendência é que mais eventos como esse ficarem mais de fora da TV.


A gente deseja sorte pra Cazé TV, que terá a responsabilidade de cobrir essa edição do Pan. E que um dia ele volte para a TV aberta, mesmo sabendo que a tendência não é essa.



*As opiniões aqui emitidas são de total responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva.

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