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OPINIÃO: A culpa é sempre alheia


Reprodução: Twitter/@CearaSC

Ao contrário do que muitos acreditam, o maior rival do Ceará esse ano não foi o Fortaleza, não foi o Sport, não foi o Vitória, não foi o Ferroviário e muito menos o Bahia. Acredite se quiser, para a diretoria ou, para quem se autointitula assim, do Ceará e alguns torcedores desavisados, a culpa da temporada decepcionante foi da mídia.


Desde o polêmico artigo do Jogada, até a propaganda sem nenhum tipo de provocação do SBT Brasil, as pessoas que gerem o clube vêm buscando muletas e criando cortinas de fumaça para esconder sua incompetência e sua falta de cuidado com o gigante clube que tem em suas mãos.


Durante 10 meses ouvimos os jogadores, diretores, quatro treinadores e as organizadas falarem que estavam unidas em favor do acesso. Bem, a união dos jogadores foi apenas para derrubar técnicos e criar brigas com jornalistas; já dentro do campo, despreparo, atuações cômicas e um alto nível de desinteresse.


Na diretoria, um grande "disse me disse", "acusa acusa", apontamento de dedos, e ninguém trabalhando em conjunto. Zero autocritica, muita autoconfiança e baixíssimo profissionalismo, onde o único interesse era assumir os louros das glórias, se esconder em polêmicas banais e populistas, como demissão de roupeiro quando as criticas chegavam até seus gabinetes.


Nos treinadores, o primeiro foi fritado por um elenco de falsas estrelas, relapsas e com atitudes extremamente anti profissionais. Os outros dois caíram pelos mesmos motivos e o quarto conseguiu brigar com o elenco com apenas três partidas, mostrando que muita gente que só quer brilho individual, está destruindo o Ceará internamente.


Nas organizadas, notinhas de repúdio aqui e ali, pouca movimentação contra essa diretória descuidada e, quando a torcida murchou, pouco fez para chamar a massa alvinegra para dentro do estádio. Resultado? Públicos ridículos, Castelão dando prejuízo ao time e 14 torcidas organizadas cobrando apenas uma inacreditável "postura mais enérgica contra o grupo jangadeiro."


Já não bastasse a chacota passada com esse tweet de extremo mal gosto e essa piada que as torcidas chamaram de memorando, veio o estopim da vergonha alheia: O boicote e a proibição de funcionários do Sistema Jangadeiro de Comunicação do CT Carlos de Alencar Pinto.


A alegação para o banimento comprova que os gestores desta grande equipe são apenas charlatões querendo fama, beneficio próprio, e almejando algo maior em cima do clube. A vinheta que causou esta confusão, como já dito nesse texto, foi escrita, gravada e produzida em São Paulo, pelo SBT Nacional e está sendo difundida em todas as 27 unidades federativas desse país.


Uma medida ridícula, extrema e altamente populista que, para piorar, foi abraçada por torcedores revoltados e desavisados. A cortina de fumaça lançada pelos inaptos que dirigem o clube foi bem feita e, enquanto todo mundo está preocupado com a televisão "anti-vozão", o Ceará continua sem diretoria de futebol e com boa parte desse elenco descompromissado com contratos para 2024.


Punir excelentes profissionais não vai mudar o desastre que foi o ano de 2023 do Ceará, enquanto grandes repórteres estão proibidos de pisar em CAP, pessoas que não respeitam e não entendem o tamanho da instituição que representam, entram e saem de lá todos os dias, na hora que querem, mandam e desmandam no clube.


A piada de mau gosto não vai mudar nada. Transparência, austeridade, autonomia, organização, democracia, bons profissionais, melhora na estrutura, tudo isso faria a diferença em um time que quer voltar a ser protagonista, enquanto seus diretores querem apagar seu brilho e o deixar como coadjuvante. Se o Ceará está na situação em que se encontra, muito passa pelo descontrole gerado por várias e várias pessoas que não amam o clube, amam o status que ele dá a elas. Mudou-se a figura central, mas o jeito de agir ainda é o mesmo.


Jogar a culpa de um lado para o outro não muda nada, admitir estar errado sim. Falta sobriedade nas pessoas que gerem a equipe. Declarações babilônicas não te fazem um bom gestor, manter uma marca saudável e ter pulso firme quando se tem um clube enorme nas mãos sim.


Não houve provocação, a culpa não é da imprensa, o time com ou sem chamada ficaria no marasmo de sempre e, inteligentes foram quem viu aquilo e decidiu criar toda uma polêmica em cima de uma banalidade para desviar a atenção do que importa: O quase total sucateamento do Ceará Sporting Club.


É difícil pensar positivo quando uma equipe tão importante é gerida por pessoas tão mesquinhas. O ano de 2024 tem que ser algo totalmente diferente. Quanto mais o tempo passa, mais o amadorismo cobra. O Ceará caiu por causa de amadores; ficou na série B por causa de amadores e não merece mais sofrer por causa de amadores.


Que o respeito volte a imperar, que a culpa seja posta nas pessoas certas, que os torcedores não caiam mais em baboseiras feitas propositalmente para desviar o foco e que o Ceará possa voltar ao seu lugar de merecimento.


Jogadores passam, treinadores passam, diretores passam; mas o espirito, o amor e principalmente o gigante Ceará Sporting Club permanece. Que os próximos a assumirem essa equipe se lembrem sempre disso.


*As opiniões aqui emitidas são de total responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva.

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