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O maior 9 da história?

Atualizado: 29 de mar. de 2020

A importância de Ronaldo para o futebol vai muito além dos gols que o atacante marcou


Ronaldo e uma das bolas de ouro. Foto: Dheyaa Shakir.


Quem é o maior camisa 9 da história do futebol? Assim que essa pergunta é feita, todos passam a relembrar nomes grandiosos, como Di Stefano, Romário, Raúl, Eusébio, etc. Mas um nome é certo, Ronaldo Luís Nazário de Lima, e esse texto irá mostrar o porquê ele é o melhor centroavante de todos os tempos.


Ronaldo começou sua carreira no modesto São Cristovão (Rio de Janeiro) e com apenas 16 anos estreava pelo Cruzeiro, onde brilhou como ninguém nunca antes tinha feito, pelo menos não dessa maneira tão repentina, logo tomou rumo à Europa.


O destino era a Holanda, mas especificamente o PSV onde atuou de 1994 até 1996, nesse curto tempo disputou 57 jogos e marcou incríveis 54 gols, já em 1994 sua primeira copa do mundo, não atuou em nenhuma partida — com Romário no ataque era difícil, e não seria um garoto de 17 anos que mudaria isso— mas foi campeão. A Holanda já era pequena demais para esse talento, então o poderoso Barcelona entrou em ação para ter o jogador que logo se tornaria melhor mundo.


1996 a 1997 Ronaldo foi jogador do clube Blaugrana, disputou apenas 49 jogos e marcou 47 gols, em 96 conquistou sua primeira bola de ouro, mas isso não era o mais impressionante, Ronaldo tinha uma velocidade fora do normal e uma frieza na frente do goleiro nunca visto antes, tudo isso junto a dribles desconcertantes. Tinha tudo para dar certo na Espanha, entretanto sua trajetória não foi longa, apesar de ser o atual melhor jogador do mundo e um talento raro, faltou algo lá em Barcelona.


O melhor do mundo do ano de 96 se transferiu para a Itália já em 97 e com metade da temporada pelo Barcelona e outra metade pela Internazionale conquistou de maneira consecutiva sua segunda bola de ouro, com apenas 21 anos, o primeiro a conseguir isso na história. Foi nessa fase que o apelido chegou, o “fenômeno” era apresentado ao mundo e nenhuma outra palavra descreveria melhor o que ele foi.


Na inter jogou até 2002, mas seu percurso não foi dos mais simples, 1998 chega e sua segunda copa do mundo também, dessa vez como o principal nome da seleção brasileira, e tudo ia dando certo, até a final... Brasil x França, no dia 12 de julho daquele ano o país e o mundo parou para ver aquele jogo, no Brasil, Galvão Bueno escalava as seleções até que um “ué” assustava todo país, Ronaldo não aparecia como titular, no seu lugar o nome de Edmundo, pouco depois a correção.


Ronaldo jogou como titular aquela final, mas foi patético, a França amassou a seleção brasileira e venceu fácil, 3x0, mas o que aconteceu? Às 14 horas (no horário local; Cinco horas antes da partida), Ronaldo, quando estava descansando em seu quarto na concentração, sofreu uma convulsão.


A seleção se dirigiu ao estádio da final enquanto Ronaldo foi para o hospital, minutos antes de a partida começar o técnico Zagallo teve um problema, Ronaldo apareceu no vestiário e exigiu à titularidade, Edmundo voltou ao banco e o inevitável aconteceu, Ronaldo “jogou” a partida.


No fim de 1999 sua situação piorou, em uma partida contra o Lecce Ronaldo pisou em falso e rompeu o tendão patelar, passou por cirurgia e ainda ficou mais 5 meses em fisioterapia, enfim voltou a jogar, em fevereiro de 2001, contra a Lazio no jogo de ida da final da copa da Itália, ele arrancou como de costume, pedalou e... Dor, Ronaldo rompeu o tendão do joelho completamente.


Dor, choro e tristeza. Foram mais 15 meses de recuperação e o risco de ficar de fora da copa de 2002, a recuperação foi dolorosa e intensa, Luíz Felipe Scolari decretava Ronaldo como convocado para a copa, algumas dúvidas dos torcedores, dúvidas essas que duraram até ele entrar em ação. Ronaldo voltou, virou herói, ao lado de Rivaldo foi o principal jogador da copa de 2002 e artilheiro, marcando os dois gols da final contra a Alemanha e campeão do mundo mais uma vez, dessa vez o mundo conhecia o poder de recuperação do fenômeno algo que surpreendeu a todos.



Ronaldo comemora um dos seus gols na final da copa. Foto: Carlos Martins.


2002 termina e a FIFA decreta, Ronaldo fenômeno é pela terceira vez o melhor jogador do mundo, o Real Madrid investe em sua contratação e ele está de volta a Espanha, 177 jogos depois, 104 gols marcados— Ronaldo conseguiu ser ídolo nos dois maiores da Espanha onde uma rivalidade extrapola o limite do futebol— faltou alguns títulos mas os galácticos não seriam tão galácticos sem o fenômeno.


Seu contrato com o Real acabou na temporada de 2006/2007 e ele voltou à Itália dessa vez para atuar pelo Milan, já acima do peso, descobriu que sofria de hipotireodismo e tinha facilidade para engordar, lutou contra isso também e conseguiu atuar por lá, foram apenas 20 jogos e 9 gols marcados, sua pior marca na carreira.


2006 também foi o “ano do hexa” ou pelo menos era pra ser, uma seleção das melhores que já se viu, porém não deu certo, uma França pela frente e uma eliminação trágica na copa da Alemanha. Ronaldo ao menos se tornará o maior goleador em copas do mundo, 15 gols (o que durou até a copa de 2014).


Em 2007 Ronaldo passa sem grandes destaques, já em fevereiro de 2008 o pior, em uma disputa pelo alto Ronaldo cai errado, seu joelho mais uma vez se rompe só que dessa vez o outro joelho, o esquerdo, e todos decretam, é o fim do fenômeno.


Fim? Não para Ronaldo, não seria justo terminar sua carreira assim, dispensado do Milan Ronaldo retorna ao Brasil, treinando no Flamengo e se recuperando da lesão.


Chega 2009 e o Corinthians anuncia sua contratação, “uma jogada de marketing, não tem condições de jogar” palavras de todos os torcedores, inclusive do próprio torcedor corintiano.


O fenômeno deixa mais um goleiro no chão. Foto: Ricardo Bakker.


Não foi o que aconteceu, o que vimos foi mais um louco pro bando, 69 partidas e 35 gols depois e Ronaldo se tornava ídolo do Timão, o principal desses 35 gols foi o primeiro, contra o Palmeiras, de cabeça, no minuto final, Milton Leite dita “senhoras e senhores o fenômeno voltou” e dessa vez não era mais novidade. Capaz de mudar o clube por inteiro, Ronaldo foi o marketing que mais deu certo na história do futebol, foi capaz de levar torcedores de outros times do Brasil ao meio da torcida corintiana, apenas para vê-lo.


2011 e o anúncio inevitável, a aposentadoria, muito talento e muita superação depois e Ronaldo dava adeus, seus problemas no joelho foram talvez uma forma que Deus encontrou para corrigir o exagero que havia feito.


O segundo maior artilheiro de uma seleção pentacampeã (62 gols), atrás apenas do maior de todos os jogadores.


Já se foi visto diversas estrelas, mas apenas um fenômeno, e assim será eternamente. Quem viu sabe, não haverá nada igual, o maior 9 da história do futebol.

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