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Mata-Mata Copa America Feminina: Positivos/Negativos de cada classificada.


Nessa quinta-feira (21) tivemos as partidas finais pela fase de grupos da Copa América Feminina 2022. Com vitórias importantes na rodada final, Colombia, Paraguai, Argentina e Brasil se classificaram para a fase eliminatória. Em uma Copa América recheada de gols e goleadas, as quatros seleções alcançaram seus exitos jogando de formas diferentes entre si, apresentando lados positivos e negativos em torno da sua jogabilidade. E exatamente por isso, antes de começarmos as disputas finais, uma análise das quatro equipes: Paraguai


A seleção paraguai não era a favorita a liderar o grupo e sair com o primeiro lugar, mas lutou demais pelo segundo lugar e consequentemente a classificação.

Com um ataque muito qualificado e uma saída de jogo bem veloz, o Paraguai se formou no torneio como um clube sufocante. Venceu as equipes mais fracas (Bolivia e Equador) e garantiu sua classificação no confronto direto contra o Chile (atual vice-campeão) e sairam vitoriosas por um incrível 3x2, num dos jogos mais disputados dessa edição. Até mesmo na derrota para a Colombia (4x2COL) as paraguaias mostraram que são capazes de punir qualquer espaço que as adversárias deixarem, fazendo dois gols. E muito dessa ofensividade se deve a Camisa 10, Jessica Martínez. A atacante não só foi a responsável por 3 gols dos 9 marcados pelo Paraguais, mas também se aproveita demais de toda velocidade que as meio-campistas possuem. Muito habilidosa, gosta de driblar pela ponta esquerda e entrar na área na base da individualidade.



Mesmo com a classificação, o Paraguai não é o favorito para avançar para a grande final. Além de pegar o Brasil, o time paraguaio sofre demais na defesa e é constantemente punido por todo esse excesso de ofensividade. Depois que o time transiciona para frente, abandona grande parte de suas defesas, deixando buracos muito grandes entre o meio-campo e suas zagueiras, que acabam por ficar em menor número. Os contra-ataques sofridos são os maiores responsáveis pelos 7 gols tomados pelo Paraguais nessa fase de grupos e fazer com que a seleção continue muito dependente dos resultados conquistados no ataque.

Argentina


Outra segunda colocada que conseguiu evoluir durante a competição foi a Argentina. A seleção comandada por Germán Portanova sofreu uma goleada logo na estreia da competição (4x0BRASIL) e podia complicar sua classificação caso não vencesse os outros confrontos. Para a alegria do povo argentino, a seleção azul e branca rapidamente se adaptou e puniu demais as equipes mais fracas do grupo (Uruguai e Peru). Vendo a Venezuela vencer as duas primeiras partidas, as argentinas se viram disputando o jogo da classificação contra as venezuelanas no último dia da fase de grupos. Com um estilo totalmente contrário a todos da Copa América, a Argentina travou o jogo das venezuelanas, a ponto do jogo ter 2 chutes ao gol em toda a primeira etapa. E então, com a retranca funcionando, as argentinas precisaram apenas de uma bola para fazer o 1 a 0 e liquidar a Venezuela e pegar a vaga de segundo lugar. Essa classificação no sufoco, só foi possível graças a Yamila Rodríguez, a veloz ponta direita argentina que já acumula 2 assistências e 4 gols (com hat-trick), sendo a vice-artilheira da copa.



Certamente suar tanto e ter que decidir a salvação na última rodada não agrada os olhos do torcedor argentino, com uma dependência de suas extremas, a Argentina não consegue produzir perigo. Yamila tem pela frente um confronto direto no campo com uma das melhores laterais da competição (Manuela Vanegas, Colombia) e se for anulada, dificilmente sua seleção encontra outra forma de chegar as redes. Um exemplo claro disso foi na derrota da estreia em que Tamires impediu a estrela argetina de conseguir jogar, e a Argentina não conseguiu mais oferencer perigo. Ficar sem força de ataque e optar pro sofrer pressão para jogar por uma bola, pode ser a receita do desastre argentino.


Colombia As lideres do grupo A e donas da casa alcaçaram o favoritos depois de vencerem todos os confrontos que tiveram até o momento. A Colombia se vê empolgada para beliscar a taça e é a favorita a disputar a final contra a seleção brasileira. Com um jogo muito sólido, a equipe colombiana mostrou ser capaz de vencer grandes retrancas (como no 2x1 contra Equador) e também atropelar adversárias ofensivas (como no 4x0 contra o Chile). Um entrosamento muito organizado faz dessa seleção um perigo para a zaga adversários, é a seleção que mais teve atletas diferentes marcando gols, pois sempre que ataca, invade a área com muita presença. Não atoa, sua lateral Manuela Vanegas se destacou tanto pela marcação, mas por sempre aparecer para finalizar e ser uma arma fundamental na classificação colombiana.


A seleção da Colombia se beneficia muito de quando Vanegas avança para finalizar, mas gera pouca cobertura para a atleta voltar para a defesa. A equipe sofre demais na recomposição lateral e das vezes que foi punida, foi pelos lados. A velocidade atrapalha o jogo colombiano, pois o sistema funciona muito na base da troca de passes curtos e envolvimento de toda a equipe, e normalmente acabam tendo que optar por fazer a falta para segurar adversárias mais velozes. Esses excesso de faltas geram bolas paradas e cruzamentos na área que a Colombia se mostrou bem desorganizada para defender-se. Defesa essa, que tende a piorar no final da partida exatamente por ser um time coletivo no recuo, se tornando uma equipe que necessita muitas substituições.




Brasil

A seleção brasileira parece invencível nessa Copa América, e não é pra menos, o melhor ataque (17 gols), a melhor defesa (0 gols sofridos) e uma dominância completa encima de todos os países que enfrentou em seu grupo. Saindo do grupo B com todas as 4 vitórias possível, o Brasil é extremamente vertical e punitivo com qualquer espaço que as adversárias abram. Sua velocidade é capaz de gerar lances de perigo nas pontas, na entrada da área e até mesmo dentro, sendo a seleção que mais sofre penaltis, muito por conta dessa agilidade para entrar na área do rival. Com a artilheira da competição Adriana, a equipe verde e amarela vem forte e favorita para carregar sua oitava taça de Copa América (em 9 edições da competição). E para isso conta com uma seriedade e vontade do início ao fim, tornando uma seleção perigosa na primeira e na segunda etapa, com ou sem as reservas em campo.



Realmente, depois de 4 resultados vitoriosos e convicentes (4x0 contra Argetina, 3x0 contra Uruguai, 4x0 contra a Venezuela e 6x0 contra o Peru) o Brasil é de longe a equipe que menos demonstrou defeitos e pontos negativos na competição. Mas uma equipe que figura entre as melhores do mundo precisa de constante evolução e adaptação ao futebol competitivo, principalmente almejante do titulo mundial ano que vem.


O Brasil consegue trocar muito bem passes verticais e essa vem sendo a forma mais eficiente para furar as redes adversárias, e quando opta por cruzar e alçar a bola na área, a seleção perde muito talento com as bolas nos pés e passa a disputar de cabeça contra as zagueiras rivais, diminuindo demais a sua qualidade de ataque. Para criar um pequeno desconforto no poderoso ataque verde e amarelo, Kerolin, atacante referência lá na frente da escalação, ainda não conseguiu cravar o seu gol na competição, mesmo contra seleções muito mais fracas e abertas, as meio-campistas e outras atacantes tiveram mais espaço e efetividade para marcar que a camisa 21 do Brasil.



Importância

Não somente pelo prestígio continental, a taça da Copa América leva uma série de benefícios para quem a conquista, e até mesmo para quem chega longa no torneio.




Para a campeã, a vaga tanto para a Copa do Mundo Feminina 2023, quanto para os Jogos Olímpicos 2024 estão carimbados, lembrando que as duas são as mais importantes e renomadas competições mundiais do futebol feminino. A vice-campeã da Copa América também se classifica para o mundial, e joga uma repescagem para participar das olimpíadas.


Já o terceiro lugar vai para a copa do ano que vem, e o quarto lugar, joga uma repescagem para tentar chegar ao torneio. Confrontos

As chaves já estão definidas e os confrontos são:

DISPUTA DO 5° LUGAR Chile x Venezuela - DOM 24/07/2022 - 21:00hrs SEMIFINAL

Colômbia x Argentina - SEG 25/07/2022 - 21:00hrs Brasil x Paraguai - TER 26/07/2022 - 21:00hr*

*com transmissão do Dimensão Esportiva no Youtube

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