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#IndyNoDE: Os grandes Brasileiros na Fórmula Indy


Reprodução: @tkanaan.

As 500 milhas de Indianapolis é um dos eventos mais famosos do esporte a motor, sendo um dos eventos participantes da tríplice coroa do automobilismo, junto das 24 horas de LeMans e do Grande Prêmio de Monaco, que tradicionalmente ocorre no mesmo dia das 500 milhas.


Assim como no WEC e na Formula 1, a Indy teve em sua história gigantescos pilotos brasileiros, e hoje, vamos relembrar alguns dos nomes mais importantes, e suas conquistas dentro da categoria.



Emerson Fittipaldi

Reprodução: @emersonfittipaldioficial.

Bicampeão Mundial de Formula 1 (72 e 74), "Emmo" foi pioneiro em muitas coisas em sua carreira. Primeiro brasileiro a ser campeão mundial, inventor do Super Kart nos anos 80, e o primeiro canarinho a disputar a Indy/CART.


Aos 38 anos, "O Rato" decidiu se aventurar no mercado americano, entrando na categoria em 1984. Em 1985 venceu sua primeira corrida, no oval de Michigan, um dos mais difíceis da categoria. Circuito esse que uma década depois encerraria sua carreira na Indy após um terrível acidente.


Em 1989, Fittipaldi conseguiu ser o primeiro brasileiro vencedor do campeonato da Indy e das 500 milhas de Indianapolis. Onde protagonizou uma das mais emocionantes batalhas de sua carreira contra Al Unser Jr. Little Al e Emmo protagonizaram um duelo eletrizante, onde mesmo com um carro mais pesado, Fittipaldi foi esperto, se aproveitou dos retardatários que seguravam Unser, e ensaiou a ultrapassagem na curva 3.


Os dois se tocam e Unser Jr leva a pior, rodando e batendo no muro. Fittipaldi venceria aquela prova em regulamento de bandeira amarela, e protagonizou uma das comemorações mais controversas da história do esporte.


Tradicionalmente, o vencedor da Indy 500 bebe uma garrafa de leite, devido a Indiana ser um polo produtor de leite e produtos agropecuários. Em paralelo, Emerson era dono de uma das maiores fazendas de laranja do mundo, logo, o brasileiro entendeu a tradição do leite como uma provocação, e bebeu suco de laranja em represália.


O ato foi entendido como uma afronta pela mídia estadunidense, e Emerson foi amplamente criticado por seu ato, se redimindo apenas em 1993, quando venceu as 500 milhas novamente, e dessa vez, ingeriu leite no lugar de suco.


Em 1993, o seu maior adversário na luta pela coroa de louros era o britânico Nigel Mansell. O "leão," que há época era o atual campeão mundial de formula 1 e seria campeão da CART no mesmo ano, largou de oitavo, fez uma boa estrategia de pitstops e encerrou a corrida em terceiro.


O "Rato", na corrida em questão, largou da nona posição, e escalou o pelotão com um bom ritmo corrida, sabendo gerir pneus e combustível na reta final da corrida, e se sagrando bi vencedor em Indianapolis.


Ao todo, Emerson Fittipaldi teve: 195 Corridas, 22 vitórias, 17 Pole Positions, 1508 pontos e encerrou sua carreira em um forte acidente em Michigan Speedway, ironicamente, o local de sua primeira vitória na categoria.



Christian Fittipaldi:

Reprodução: @fittigram.

Sobrinho de Emerson, Christian, ao lado de Rubens Barrichello, era uma das maiores promessas do automobilismo brasileiro no inicio dos anos 90.


Na formula 1, apesar de ser rápido e bastante constante, Christian sofreu com carros poucos competitivos e foi mastigado e cuspido pela categoria, indo buscar refugio na CART.


Nos Estados Unidos, continuou sendo muito rápido, mas, menos constante, cometendo muitos erros e sofrendo acidentes horríveis, como o de Surfers Paradise, em 1997, que o fez quebrar as duas pernas e o tirou da briga pelo titulo logo na segunda corrida.


Foi um dos pilotos que apareceu no filme Driven, com Burt Reynolds e Sylvester Stallone, que retratava a temporada 2001 da CART.


Sua única participação nas 500 milhas foi no seu ano de estreia, em 1995, já que a categoria se dividiria em duas no ano seguinte. Mesmo estreante, e largando da 27a posição, Christian se mostrou veloz e fechou a corrida em segundo lugar, atrás apenas de Jacques Villeneuve, sensação na época, e que seria campeão da CART no fim do ano, vice da formula 1 em 1996, e campeão em 1997.


Ao todo, Christian teve 7 temporadas, 2 vitórias, 20 podiums, uma pole position, dois quintos lugares como melhores classificações em campeonato e 706 pontos totais.



Gil de Ferran:

Reprodução: @gdeferran.

O Franco-Brasileiro Gil de Ferran é um dos pilotos de maior sucesso da história da CART. Campeão Brasileiro de Formula Ford em 1987, se mudou para a Inglaterra em 1988 para dar prosseguimento em sua carreira.


Em 1992 foi campeão da Formula 3 inglesa, indo para a formula 3000 europeia na temporada seguinte, sendo bicampeão em 1993/1994 e ganhando a oportunidade de guiar o carro da Williams de 1992.


Gil não fez feio, e virou apenas meio segundo mais lento que Alain Prost, a época tricampeão mundial e um piloto bem mais experiente.


Em 1993, em um teste da Footwork em Estoril, Gil bateu a cabeça em um motorhome, pancada essa que abriu um corte, que levou o piloto ao hospital e por isso não conseguiu completar as voltas exigidas pela equipe.


Sem sucesso na maior categoria do mundo, Gil de Ferran foi buscar oportunidades na CART, estreando em 1995, pela Jim Hall.


Apesar de ser um ano de adaptação e muitos erros, o piloto mostrou evolução ao longo do ano, e fechou um segundo lugar em Vancouver e uma vitória em Monterrey, atuações essas que garantiram para ele, o titulo de novato do ano.


Sua adaptação foi considerada rápida, e de um ano para o outro subiu oito colocações no campeonato de pilotos, e em 3 anos de categoria já conseguia ser candidato ao titulo.


Porém, o titulo só viria em 2000, na sua primeira temporada pela Penske, e o bicampeonato sairia logo em seguida.


Em 2002, para voltar a disputar as 500 milhas de Indianapolis, a Penske saiu da CART e foi para a IRL, com de Ferran sendo terceiro colocado em 2002, e vice campeão em 2003, ano em que venceu as 500 milhas e anunciou sua aposentadoria.


Ao todo, de Ferran teve: Dois títulos, 12 vitórias, 49 podiums, 21 pole positions, uma vitória nas 500 milhas e 1842 pontos totais.



Tony Kanaan:

Reprodução: @tkanaan.

Baiano de família Libanesa, Tony Kanaan é um dos pilotos mais influentes do automobilismo americano. Campeão da Indy em 2004 e das 500 milhas em 2013, o brasileiro vai em 2023 disputar sua 22° e última participação nas 500 milhas.


Obteve destaque ao bater Ayrton Senna em uma prova de Kart organizada pelo tricampeão, vencendo o próprio ídolo e se projetando no cenário nacional. Após o Kart, foi destaque na Formula Ford e Formula Chevrolet Brasil, e rumou a Europa.


Após uma rápida passagem na Formula 3 italiana, Tony rumou aos Estados Unidos para correr na Indy Lights, onde foi novato do ano em 1997 e no ano seguinte já havia subido para a CART.


Na CART, pouco destaque e apenas uma vitória. Quando se mudou para a IRL, obteve sim mais destaque, sendo postulante ao titulo em varias oportunidades e sendo campeão em 2004, mas, a vitória nas 500 milhas parecia não vir.


Após 10 anos tentando, tendo batido na trave em 2004, feito a pole em 2005, e ter tido um terceiro em 2003 e um outro em 2012, as chances de Tony de vencer a maior prova do automobilismo americano pareciam ter sido esgotadas.


Mas em 2013, aquela coroa de louros finalmente escolheria o bom baiano como seu dono. Partindo da 4a fila, Tony se manteve na cola dos líderes durante toda a prova, e quando Takuma Sato causou uma amarela, o brasileiro estava em segundo, no rádio avisava "Vou para o tudo ou nada" e na curva 1, na última volta, passou Ryan Hunter-Reay e contou com a ajuda de Darío Franchitti, que causou uma amarela e garantiu a vitória de Kanaan.


Tony correu 22 anos na Indy, venceu um titulo, 16 corridas, subiu 70 vezes ao podium e fez 10 pole position.



Helio Castroneves:

Reprodução: @heliocastroneves.

Um dos maiores vencedores das 500 milhas, Hélio Alves de Castro Neves cruzou a jarda de tijolos quatro vezes em primeiro, com quatro pole position, três segundos lugares, e um terceiro.


Conhecido por Homem Aranha, devido a sua tradicional comemoração de subir no alambrado, iniciou sua carreira no automobilismo motivado por seu pai, proprietário de equipe na Stock Car, foi campeão brasileiro de kart em 1989, vice de Formula 3 sul-americana 1993, e terceiro lugar na formula 3 britânica.


Em 1997 entrou na Indy Lights, onde obteve destaque, fechando a temporada em sétimo e ganhando uma vaga na CART. Com um segundo lugar como melhor colocação, foi o segundo melhor estreante na liga, atrás apenas do compatriota Tony Kanaan. Após bastante destaque em equipes menores, em 2000 foi contratado pela equipe Penske.


Na Penske, viveu o seu auge. Foi vice campeão por quatro oportunidades, vencendo as 500 milhas em 2001, 2002, 2009, e 2021. Sendo o primeiro, desde Al Unser Sr nos anos 1970.


Era bastante conhecido por seu carisma, sendo um dos pilotos com mais apelo entre os torcedores. Além do sucesso nos monopostos, é tricampeão consecutivo das 24 horas de Daytona, nos anos de 2021, 2022, 2023, e chega a a Indianapolis buscando ser o maior vencedor da prova de forma isolada.


Buscando o desempate com Rick Mears, Al Unser Sr. e A. J. Foyt, Castroneves terá a dura missão de largar da 20a posição, escalar o pelotão e se manter no grupo dos líderes para buscar a tão sonhada quinta vitória.


Considerado por muitos o melhor piloto brasileiro pós Senna, e um dos melhores e mais bem sucedidos pilotos que jamais competiram na formula 1, Hélio, apesar de jamais ter sido campeão, é um dos maiores nomes que o automobilismo americano já viu.


Desde 1998 na Indy, Castroneves teve: 25 vitórias, 84 pódios, 47 pole-postion 4 vice campeonatos e 4 vitórias na Indy 500.



Cristiano Da Matta:

Reprodução: @cristiano_da_matta.

Cristiano da Matta, começou sua carreira tardiamente, com 16 anos nos karts. Após o sucesso no Kart, foi campeão brasileiro de Formula Ford, Formula 3, em 1996 rumou a Europa para correr de Formula 3000, e em 1997 chegou aos Estados Unidos.


Em 1997, chegou a Indy Car Light, onde foi o novato do ano, e no ano seguinte foi campeão da categoria, subindo para a CART em 1999.


Competitivo desde sua chegada, já em 2000 venceu corridas, em 2001 chegou a lutar por titulo e em 2002 finalmente se sagrou campeão.


Em 2003, foi chamado pela Toyota, a fabricante dos seus motores na CART para correr na formula 1. A equipe japonesa iria para a sua segunda temporada, tinha um carro de meio de pelotão, mas que permitia ao brasileiro lutar por pontos em circuitos de media velocidade. Na Inglaterra viveu o auge de sua carreira na formula 1, liderando a corrida durante safety car e fechando em 7o, levando dois pontos para casa.


O ano de 2004 não foi tão bom para o brasileiro, sendo demitido durante temporada vigente e retornou a CART ao fim do ano. Em 2004, pontou apenas uma vez, no principado de Mônaco.


Após o fracasso na maior categoria do automobilismo, retornou a CART, mas sem o mesmo sucesso e competitividade da sua primeira passagem, vencendo apenas uma prova em Portland, 2005.


Na CART, teve 12 vitórias, 7 pole positions, 20 pódios, 794 pontos, e um titulo de pilotos em 2002.



Raul Boesel:

Reprodução: @thehardcompound

Ex-piloto, atual DJ, Boesel foi um piloto regular e constante em todas as categorias pelas quais passou, tendo um maior destaque nos carros de Endurance, no lendário Group C, que o permitiu ser campeão mundial de Sport Protótipo.


Começou sua carreira na Stock Car, onde correu de 1977 a 1979. Em 1980, rumou a Europa para correr de monoposto, ingressando na Formula Ford britânica, e posteriormente Formula 3.


Testou o MP4/1, carro da McLaren da temporada de 1981, mas, assinou com a March para correr de Formula 1 em 1982. Um ano sem pontos, mas com alguma regularidade dentro do top 10, o prospectou para a tradicional equipe francesa Ligier.


Na Ligier, o panorama se manteve o mesmo, muitas idas ao top 10, nenhum ponto, e a categoria mais uma vez mastigava um bom piloto com boas temporadas.


Sem nenhuma esperança no automobilismo Europeu, foi aos Estados Unidos correr pela CART, onde surpreendeu a todos ao ser o estreante com a melhor volta classificatória nas 500 milhas.


Apesar de nunca ter vencido uma prova no automobilismo americano, Boesel é bastante respeitado por sua velocidade e sua regularidade, afinal, disputou quase 20 temporadas entre 1985 e 2002, com algumas saídas devido ao mundial de protótipos.


Como mencionado anteriormente, o maior sucesso de Raul em sua longa carreira foi nos mundiais de Sport Protótipo. Piloto da Jaguar, venceu o campeonato do Group C em 1987, as 24 horas de Daytona em 1988 e foi segundo colocado nas 24 horas de LeMans em 1991.


Mesmo com o sucesso no turismo, a sua passagem pela Indy é considerada bem positiva. Nenhuma vitória, mas, 8 pódios, 3 pole position, 1123 pontos e um quinto lugar no campeonato de pilotos como melhor resultado.



Roberto Pupo Moreno:

Reprodução: Peter Burke via Flickr.

Conhecido por ser provavelmente o melhor piloto a ter pilotado, em sua maioria, os piores carros do Grid, Roberto Pupo Moreno foi um piloto altamente competente, e inteligente, tendo como maior contribuição para o esporte ter sido o piloto, que junto com John Baynard, desenvolveu o cambio semiautomatico.


Carioca de nascença, brasiliense de criação, Moreno iniciou sua carreira em 1974, nos Karts, campeão regional no mesmo ano, e brasileiro em 1976, o jovem sustentava sua carreira preparando o Kart dos adversários.


Sofre um acidente de moto ainda em 1976, o que lhe deixa fora das pistas por 2 anos, voltando em 1979 para correr na Formula Ford britânica. Sem dinheiro, Moreno se sujeitou a ser piloto de testes da Lotus, para assim, financiar sua carreira nas categorias de base. Iniciando a sua fama de bom piloto reserva.


Após anos e anos rodando pelas categorias de base, recebeu sua chance na formula 1 apenas em 1987, com a fraca AGS, conseguindo somar um ponto em Adelaide.


Passou 1988 como piloto reserva da Ferrari, ajudando Baynard a revolucionar o esporte, na criação do já mencionado Cambio semiautomatico.


Entre 1989 e 1990, correu pelas fraquíssimas Coloni e EuroBrun, que mal tinham condições de se classificar para as corridas, e deixavam sempre o brasileiro com cara de trouxa para a midia especializada.


Seu auge na categoria seria um surpreendente segundo lugar em Suzuka, quando substituiu Alessandro Nanini na Benetton. Apesar de andar rápido e somar alguns pontos, Flavio Briattore preferiu substituir o brasileiro por um tal de Michael Schumacer, e o resto é história.


Após ser ridicularizado ao aceitar pilotar as ofensivas Andrea Moda e Forti Corsi, Moreno rumou aos Estados Unidos, para correr na CART. Na categoria, continuou com a fama de bom piloto para carros ruins, mas, se meteu na briga pelo titulo em 2000, fechando em terceiro lugar, com uma vitória em Cleveland.


Na CART/IRL, teve 2 vitórias, 2 pole position, 12 pódios, e 498 pontos.



André Ribeiro:

Reprodução: Kenneth Barton via Flickr.

O sorridente André Ribeiro começou sua carreira no kart em 1986, sendo vice campeão por três vezes consecutivas.


Após mostrar velocidade nas categorias de base brasileiras, foi para a Europa pilotar na Formula Opel, vencendo corrida no dificílimo Spa-Francochamps. Após o sucesso correndo de Formula Opel, o brasileiro acerta com Paul Stewart para correr na Formula 3 britânica, passando três anos na categoria.


Em 1994, se muda para o automobilismo sulamericano, para correr na Indy Lights. Na sua temporada de estreia, se destaca bastante, sendo vice logo em sua estreia. Suas atuações renderam um contrato na categoria principal.


Em seu primeiro ano, vence uma corrida, marcando a pole da mesma, e fecha a temporada em 17o. Em 1996, seu melhor ano, vence as duas provas mais importantes do ano: 400 milhas do Rio e 500 milhas de Michigan, mas, com muitos erros, terminou a temporada em 11o.


Nas temporadas seguintes, o piloto não conseguiu repetir as boas atuações, errando muito e cometendo muitos acidentes, e mesmo na poderosíssima Penske, já não disputava mais vitórias, se retirando da categoria em 1998.


Infelizmente, André faleceu no dia 22 de maio de 2021, aos 55 anos, em São Paulo, vitima de câncer no intestino.


Pela Indy, o piloto teve: 3 vitórias, 4 pódios, 172 pontos e 2 pole position.



Rubens Barrichello:

Reprodução: @rubarrichello.

Terceiro piloto com mais corridas na história da formula 1, o piloto com mais temporadas consecutivas disputadas na maior categoria do mundo, dois vices campeonatos mundiais, 11 vitórias, 14 pole positions, 68 pódios, 658 pontos e um dos nomes mais respeitados do esporte a motor.


Conhecido por sua velocidade e vontade de trabalhar, Rubens Gonçalves Barrichello desperdiçou a chance de ser um piloto McLaren nos anos 90, foi enganado por Flavio Briattore em 1996, e acabou virando alvo de chacotas por sua excelente passagem pela Ferrari, nos anos 2000.


Após quase 20 anos de formula 1, foi para os Estados Unidos correr na KV Racing, equipe do amigo Tony Kanaan. Na Indy, sem ter uma equipe de ponta, virou um piloto regular e médio, que não se adaptou muito bem na sua primeira temporada, mas, também não fez feio, marcando 289 pontos, batendo pouco e sendo decimo segundo lugar na classificação final.


Apesar de não ter tido o mesmo destaque da formula 1, Rubinho teve um destaque positivo para uma única temporada, e muito provavelmente teria mais sucesso caso seguisse na categoria.


Depois de passar pela Indy, Barrichello se encontrou na Stock Car. Brigando por vitórias constantemente e sendo duas vezes campeão. 2014 e 2022.



Nelson Piquet:

Reprodução: @nelsonpiquetjr.

Tricampeão mundial de formula 1, Nelson Piquet dispensa apresentações. Um dos pilotos mais inteligentes que o esporte já viu, era um excelente acertador de carros, e bateu nomes enormes como Ayrton Senna, Alain Prost e Nigel Mansell.


Após um desentendimento na Benetton, ficou a pé para 1992. Sem vagas na Williams por causa do seu passado com Patrick Head, sem vaga na Ferrari por ter falado mal do comendador Enzo Ferrari, na McLaren, sem chance, Nelson também era rixado com Senna, e não correria na Ligier pois não poderia disputar vitórias com a equipe francesa.


Sem vaga na Formula 1, foi para a Indy, disputar as 500 milhas com o compatriota Emerson Fittipaldi. Era o mais rápido dos novatos abordo da sua Reynad, até que um pequeno furo no pneu o fez rodar e se espatifar na curva 4 do circuito. Seu carro espatifou no muro e o piloto teve múltiplas lesões nas pernas e um traumatismo craniano.


Mesmo sendo aconselhado a largar os monopostos, Piquet volta em 1993, classifica em 13o, se mantém na volta dos lideres por algum tempo, até que seu motor falha e ele abandona a prova.


Sem sucesso nas 500 milhas, foi disputar LeMans, onde também não conseguiu lutar por vitórias.



Bônus - Ayrton Senna:

Reprodução: @emersonfittipaldioficial.

Sem vaga na Williams para 1993, aproveitou os seus contatos com Phillip Morris e Emerson Fitippaldi para testar o carro da Penske, e quem sabe, disputar a Indy no ano em questão.


No Arizona, Senna testou o PC21 com motor Chevrolet turbo. Sem molde de banco, usou o carro de Rick Mears, e com algumas voltas já conseguia se adaptar ao carro e pedir algumas alterações de setup para se sentir mais à-vontade com o carro de Indy.


Em entrevista a Band, o piloto afirmou que sua vontade era permanecer na Formula 1, mas, que via a categoria americana com bons olhos para o futuro.


Na conversa, Ayrton reitera sua amizade/idolatria com Emerson e afirma que o bicampeão é um grande ídolo seu e o maior responsável por ter feito dele um piloto de corridas.


Infelizmente, a tragédia de Imola impediu que um dia essa união pudesse acontecer, mas as poucas voltas dadas em um minúsculo circuito no Arizona ficaram marcadas na história.




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