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OPINIÃO: Empate do Arsenal deixa Premier League mais aberta que nunca.

Com o empate, Arsenal vê sua vantagem na liderança diminuir para seis pontos, com um jogo a mais, e vê Manchester City na cola. O time de Manchester vem embalado após quase sacramentar sua vaga nas semifinais da Champions, e vê a Dobradinha mais próxima depois do Arsenal sofrer com o empate no Anfield, no último domingo (9).


Aaron Ramsdale, herói do jogo, ao fim da partida contra o Liverpool, válido pela 30ª Rodada da Premier League. Foto: Reprodução / Instagram (@Arsenal).

Na tarde do último domingo (9), o Arsenal foi até Merseyside com o intuito de manter sua grande vantagem na ponta da Premier League. A equipe londrina não vencia no Anfield desde 2012, e havia bastante expectativa para o time vencer e continuar com a sua vantagem de oito pontos em relação ao segundo colocado Manchester City. Já o Liverpool, que faz temporada decepcionante, apenas na 8ª posição, buscava a vitória em casa para ainda sonhar com uma longínqua vaga na Champions League. Os Reds contavam com a atmosfera do Anfield Road para fazer valer uma das melhores campanhas em casa da Liga, aproveitando sua torcida apaixonada para buscar tal êxito.


O começo de jogo foi muito favorável aos Gunners, com menos de um minuto os comandados de Arteta já haviam chegado com perigo, e não demorou muito para os mesmos abrirem o marcador. Aos 8 minutos, após boa corrida de Bukayo Saka e passe desviado de Martin Ødegaard, Gabriel Martinelli batalhou e abriu o placar numa finalização de bico na saída do goleiro Alisson. O ponta revelado pelo Ituano foi o ponto alto da primeira etapa, explorando todas as deficiências de Trent Alexander-Arnold, não dando nenhum momento de descanso para o lateral inglês. O primeiro terço do jogo foi quase inteiramente controlado pelos Londrinos, apenas com uma chegada perigosa dos donos da casa, em boa finalização de Andrew Robertson. Mas o Arsenal fez valer esse controle inicial, e aos 28 minutos, após ótimo lançamento de Granit Xhaka, Gabriel Martinelli fez um cruzamento na medida para Gabriel Jesus ampliar o placar, e deixar o "abrasileirado" Arsenal em uma situação muito confortável. Clima de velório em Anfield, 2 a 0 e sem nenhum clima de melhora para os Vermelhos, tudo conspirando a favor do Arsenal. Porém, o esporte bretão que amamos, não é nem de longe uma ciência exata...


Com o time morto, e um silêncio ensurdecedor da torcida (o que é completamente raro, quando falamos da torcida que nunca abandona sua equipe), o primeiro tempo caminhava para seu fim com um 2 a 0 sólido e merecido para os líderes. Porém, como em um efeito borboleta, aos 42 minutos, após uma falta isolada no campo de defesa do Liverpool, a equipe foi avançando lentamente e após se aproximar da área, houve um grande lance de

Curtis Jones que achou Diogo Jota, que fez bom cruzamento para Jordan Henderson desviar sem direção, para a cara do Liverpool vir do nada e decidir mais uma vez. O egípcio Mohamed Salah ressuscitava o time de Merseyside e mudaria completamente o espectro do jogo.


Gol de Mohamed Salah, no final do primeiro tempo contra o Arsenal, válido pela 30ª Rodada da Premier League. Foto: Reprodução / Instagram (@LiverpoolFC).

O segundo tempo foi o completo oposto da primeira etapa, e logo aos seis minutos, Rob Holding cometeu um pênalti infantil em Diogo Jota e o Arsenal se viu muito encurralado pela primeira vez na partida. Com muita sorte do lado dos norte-londrinos, Mohamed Salah desperdiçou a cobrança e o Arsenal continuou na frente. Mas a pressão não parou por aí, nem de longe. Gabriel Magalhães, Rob Holding e Ben White estavam se desdobrando para parar o ataque dos Reds, e os comandados do Arteta não conseguiam sair para o ataque. Mikel Arteta esse, que vendo que sua equipe estava sendo dominada, não esteve bem nas mudanças hoje. Apesar da boa entrada de Leandro Trossard, a entrada do zagueiro polonês Jakub Kiwior no lugar de Martin Ødegaard não teve bom efeito - ao contrário das mudanças do alemão Jurgen Klöpp, que viu Thiago Alcântara dando um bom dinamismo ao seu meio de campo, e Darwin Núñez aumentando o poderio ofensivo, além da melhor substituição do jogo, a entrada do carrasco londrino, Roberto "Bobby" Firmino. Com 10 gols em 14 encontros, o brasileiro foi o personagem principal dos últimos minutos da partida.


Vale ressaltar que o Liverpool criou muito após os 35 do segundo tempo, e o arqueiro inglês Aaron Ramsdale se consagrou no fim do jogo, com defesas espetaculares em finalizações de Darwin Núñez, Mo Salah e até do zagueirão Ibrahima Konaté (as últimas duas, nos acréscimos para segurar um 2 a 2). Mas não deu para pegar todas. O carrasco falou mais alto, e aos 42 minutos da etapa final, após brilhante jogada de Trent Alexander-Arnold, com direito a drible humilhante em Oleksandr Zinchenko, o lateral inglês achou Bobby Firmino para igualar o jogo de cabeça. Gol muito celebrado pelo Anfield, que empurrou o time para a virada, que só não ocorreu pela atuação de um dos melhores goleiros da Europa na atual temporada. O lance do Zinchenko, mostra outra fragilidade de Arteta, que não o tirou para uma abordagem mais defensiva com Kieran Tienrey para o fim do jogo, mexida que só foi feita após o gol dos Reds.


Apesar do empate não ter sido bom negócio para nenhuma das equipes, ambos mantiveram suas posições. Pensando no futuro da competição, o Arsenal reúne seus esforços para um jogo local, no Estádio Olímpico de Londres, contra o West Ham United, no próximo domingo (16). A equipe se vê torcendo para um tropeço do Manchester City, que joga em casa, contra o Leicester City, no próximo sábado (15).


Já o Liverpool, que já começa a se contentar com a hipótese de não disputar a Orelhuda na próxima temporada, irá até o Elland Road, na próxima segunda (16), para confrontar o Leeds United, que briga para não cair.



*As opiniões aqui emitidas são de total responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva.

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