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Brasil fica com a prata no vôlei feminino do Pan-Americano de Santiago

Atualizado: 3 de nov. de 2023

Brasileiras não resistem ao poderio da República Dominicana e amargam o vice. Derrotado nas semis pelas comandadas de Paulo Coco, México bate a Argentina e fica com o bronze


Equipe caribenha perdeu apenas um set durante toda a competição | Foto: Daniel Apuy/Photosport

A seleção brasileira de vôlei feminino lutou bastante, mas perdeu a decisão do Pan-Americano para a República Dominicana por 3 sets a 0, com parciais de 26/24, 25/16 e 25/19, e conquistou a medalha de prata em Santiago. Em quadra com a sua equipe titular, que já havia conquistado a Copa Norceca e garantido uma vaga na Olimpíada de Paris-2024, a República Dominicana não deu brechas para o Brasil e conquistou o ouro no Pan pela segunda edição consecutiva.


Apesar de um primeiro set mais acirrado, onde a equipe caribenha não rendeu tanto ofensivamente, as meninas da seleção brasileira não souberam aproveitar as oportunidades e viram as dominicanas crescerem na partida. Embaladas pela vitória na primeira parcial, e contando com uma melhor atuação da oposta Gaila González, as caribenhas foram impiedosas e mostraram porque essa mesma equipe derrotou Sérvia e China no Pré-Olímpico.


Diante de uma adversária mais experiente e cascuda, três velhas conhecidas do voleibol brasileiro, especialmente pelo treinador Paulo Coco, se destacaram: as irmãs Brayelin e Jineiry Martínez, ex-atletas do Praia Clube, comandado por Coco, e Yonkaira Peña, ponteira do Minas, rival do clube aurinegro de Uberlândia.


Enquanto Brayelin pontuou 13 vezes, Jineiry fez 12 e Peña marcou 11. Pelo lado brasileiro, apenas Sabrina, atleta do Sesc-Flamengo e eleita melhor oposta dos Jogos Pan-Americanos, ultrapassou os dois dígitos, anotando 12 pontos.


O segundo set demonstrou como as dominicanas estavam em um nível superior. Com ataques indefensáveis e uma linha de recepção comandada pela líbero Brenda Castillo, as atuais campeãs abriram 9 a 1 em uma seleção brasileira assustada e atônita. Mesmo melhorando o desempenho com o passar do set, o Brasil não conseguiu reverter a desvantagem e saiu derrotado em 25 a 16.


A última parcial foi mais equilibrada. Mesmo atrás do placar, a seleção brasileira conseguia empatar com as adversárias, muito por conta da ótima leitura de jogo da central Lorena, e dos ataques de Sabrina. Porém, o Brasil seguiu com dificuldades na defesa e no ataque. Com um ace no final do jogo, a República Dominicana conquistou a medalha de ouro pela terceira vez em sua história nos Jogos Pan-Americanos.


México é medalhista depois de 48 anos


Campeã em 1955 na Cidade do México, a equipe mexicana não conquistava uma medalha desde 1975, quando foi bronze também jogando em sua capital | Foto: Jonnathan Oyarzun/Photosport

Na disputa do bronze, o México derrotou a Argentina em uma partida muito acirrada por 3 sets a 2, com parciais de 22/25, 25/23, 22/25, 25/18 e 25/13, para garantir uma medalha muito celebrada pelas jogadoras.


Comandada por Nicola Negro, ex-treinador do Minas, a equipe mexicana enfrentou o Brasil nas semifinais e acabou derrotada apenas no tie-break. Mais determinada e mostrando um equilíbrio emocional muito forte, a equipe mexicana mostrou que o revés do dia anterior não afetou suas jogadoras.


O tripé de ataque mexicano, que deu trabalho para o Brasil, também apareceu nessa partida e foi crucial para a medalha, que não vinha desde o bronze no Pan da Cidade do México em 1975. Margarita Topete anotou 23 pontos, Paola Rivera fez 22 e Esther Castro marcou 21 para as medalhistas de bronze.


Seleção do campeonato


Capitã da equipe e muito criticada nos últimos anos por não aproveitar o potencial das atacantes, a levantadora Niverka Marte foi eleita a MVP do torneio | Foto: Dante Fernandez/Photosport

Após seis dias de jogos, a seleção do campeonato foi dominada pelas finalistas. Três atletas da República Dominicana, incluindo Niverka Marte, eleita a melhor jogadora da competição, foram nomeadas. Pelo lado brasileiro, Lorena e Sabrina foram escolhidas como destaques do campeonato em suas respectivas posições. Veja como ficou a lista:


Melhor levantadora: Ivone Martínez (México)

Melhor oposta: Sabrina Machado (Brasil)

Melhores ponteiras: Brayelin Martínez (República Dominicana) e Yonkaira Peña (República Dominicana)

Melhores centrais: Neira Ortíz (Porto Rico) e Lorena Viezel (Brasil)

Melhor líbero: Camila Gómez (Collômbia)

Melhor jogadora do campeonato (MVP): Niverka Marte (República Dominicana)


Classificação final


Ouro: República Dominicana

Prata: Brasil

Bronze: México


4º lugar: Argentina

5º lugar: Chile

6º lugar: Colômbia

7º lugar: Porto Rico

8º lugar: Cuba


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