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Blog do Bosco: Vitória colossal!

O Blog homenageia e dá o devido destaque a Léo Condé, herói leonino no retorno ao topo!

Reprodução: @ECVitória


O titulo do Vitória pode ser resumido em uma frase de coaching: Trabalhar duro é melhor do que reclamar de barriga cheia. Começo com essa frase pois Rogério Ceni, dono do melhor meio de campo do Brasil e de um dos maiores investimentos da américa, ficou de choramingo a respeito de elenco, e atribuiu nisso a derrota do Bahia para o maior rival.


Como é corriqueiro, as derrotas de Ceni jamais são na sua conta, sempre é o gramado, um erro de arbitragem, faltar peças, mas nunca sua culpa ou mérito adversário. Esse misto de arrogância com confusão é o grande motivo para que ele ainda não tenha deslanchado na carreira, fora o fato de confundir o CFG como o Manchester City, uma vez que fica difícil colocar Grealish ou Foden no lugar do Cauly em plena fonte nova.


Do outro lado um calado e trabalhador Léo Condé. Jovem, foi projetado nacionalmente após um quase acesso enquanto comandante do Sampaio Corrêa e viu no Vitória a chance de reerguer um gigante e dar um salto na sua jovem carreira de treinador. No leão da barra, muitas dificuldades financeiras, elenco escarço e uma desconfiança em relação ao desempenho do time na Série B, coisas que sumiram quando o clube se sagrou pela primeira vez, campeão nacional.


É provável que muitos torcedores rubro-negros tenham reclamado do fato de que na primeira vez em 5 anos que o Vitória teria condições de disputar as mesmas coisas que o Bahia e o tricolor traz em uma janela: Everton Ribeiro, Caio Alexandre e Jean Lucas. Contudo, o endinheirado rival não seria suficiente para apagar o brilho que seria obtido pelo modesto elenco que em sua maioria, veio por empréstimo ou estavam sem contrato.


No primeiro clássico Condé mostrou que a diferença financeira ficaria apenas nos escritórios dos clubes, quando pelo campeonato baiano, venceu o maior rival por 3x2, em um show de Osvaldo, atacante já de idade avançada que foi dispensado pelo Fortaleza e chegou no Vitória desacreditado após uma passagem frustrada no CSA. Enquanto alguns reclamavam de barriga cheia, outros comemoravam efusivamente uma enorme êxito.


Contudo, algum tempo depois o clube iria perder o clássico da Copa do Nordeste, passando muito por uma expulsão infantil de Matheus Gonçalves. Os 3 pontos que ficaram no vermelho do ponta seriam suficientes para classificar o time para a próxima fase, já que o Vitória bateu na trave e terminou a primeira fase em quinto, entretanto, nem tudo foi ruim no maior regional do país.


O Vitória foi ao Castelão enfrentar o Fortaleza pela sexta rodada, valendo a vida para o clube baiano, uma vez que em caso de derrota, era fim da jornada leonina no torneio. O tricolor do Pici entrou em campo com a pompa de ser o segundo maior investimento da região, finalista de sulamericana e adversário de série A, um confronto que tendia a ser difícil.


Tendia, porque apesar de abdicar da posse, o Vitória foi um time mais consciente dentro da sua estratégia o jogo inteiro. O Fortaleza é um time confuso em campo, sabendo disso, Condé povoou o meio de campo, abriu seu armador pela ponta esquerda e focou em contra-ataques, que esbarravam na dificuldade de finalizar de Alerrandro, mas ainda assim, o gol era questão de tempo.


Foi preciso entrar o criticado Zé Hugo no lugar de um cansado Osvaldo para que as coisas se desenrolassem. Com a entrada de Hugo, Matheuzinho foi movido ao lado direito e ambos circularam livres e trocavam de posição constantemente e foi justamente nessa troca de posições que o Vitória originou o pênalti que se tornaria o gol da Vitória. Toda a pompa e investimento não foi páreo para um time com um bom treinador e excelente visão de jogo e a moral e as lições desse triunfo foram cruciais para o que ocorreria nos dias 31 de março e 07 de Abril.


O leão entrava em campo precisando dar uma resposta a si mesmo após a derrocada na Copa do Nordeste. Apoio nunca faltou, jamais faltará e a arrepiante entrada do clube rubro-negro em campo mostrava que o fim de tarde e o inicio de noite seria marcante no Manoel Barradas. Um primeiro tempo aberto, onde o Vitória teve a capacidade de perder a melhor chance do jogo e que fez a partida ir para o intervalo com um 0x0 no marcador.


Para piorar a situação, Thaciano botava o Bahia na frente com dois minutos de segundo tempo. O gol foi a motivação que o Bahia precisava, seguiu em cima em busca do segundo gol, que ocorreu dois minutos após a entrada de Matheus Gonçalves, aquele que havia sido expulso no confronto anterior. Fora o gol, a desconfiança em cima do atacante que acabara de entrar era enorme.


Porém, em uma daquelas viradas de cinema, Gonçalves saia de herói a vilão e diminuía o marcador no Barradão, 2x1, ainda havia um jogo ali. Em resposta ao gol, um extremamente covarde Rogério Ceni coloca um volante de marcação e um terceiro zagueiro em campo, ao passo que o vibrante Léo Condé promovia a entrada de Zé Hugo e Iury Castilho, mostrando que seria um enorme ataque contra defesa.


O Vitória criava, martelava, mas não conseguia transpor a defesa tricolor, que aliada ao anti-jogo de Ceni, era a única arma do Bahia para aquela reta final. Coube a Matheus Gonçalves pegar o rebote de uma boa jogada de Iury Castilho, colocar o redonda dentro da casinha e o empate magnânimo já estava garantido, contudo, esse time não se contenta com empates, ele queria mais, ele queria a história.


Foi em um cruzamento de Zeca para Iury Castilho que moralmente, o titulo baiano retornava a sua casa. O Vitória não só retornava a uma final de baiano após 5 anos, como também vencia de uma maneira épica, uma vitória do tamanho do clube e de seus ativos, que podem muitas vezes não ter muita técnica, mas sobram em coração.


A ida a fonte nova além de um mero capricho, era um episódio triste e uma história de desrespeito com o futebol baiano, uma vez que um dos maiores clássicos do Brasil é impedido de ter as duas torcidas convivendo em simultâneo, uma media preguiçosa e elitista de um Estado falido e milionário as nossas custas.


Repetindo a mesma estratégia do fim de semana anterior, Condé obteve o êxito de sair na frente, mas, como titulo legal é titulo com emoção, o Bahia empatou e gerou pressão no Vitória, que passou por alguns sustos, mas, voltou a ser campeão baiano após 7 anos. A maior tristeza de fato foi não ter comemorado essa conquista tão importante com o seu torcedor no estádio.


Mais que um mero estadual, esse baiano representa para o Vitória uma nova era, de um time que provou do pior para se forjar no melhor. O Leão está de volta ao patamar que é seu por direito, retoma um titulo na qual foi impedido de disputar por uma série de gestões incompetentes e coloca em destaque, o nome de um grande treinador que infelizmente ainda era desconhecido do público menos assíduo.


A derrota do Bahia prova que um futebol de muito dinheiro e pouco planejamento te entrega quase nenhum resultado. O time ainda pode e é favorito ao titulo da Copa do Nordeste, mas o baiano serviu para mostrar que o pedantismo de seu treinador pode levar um projeto vencedor ao buraco, que negligenciar posições é uma má ideia e que gastar dinheiro de estrela em jogador de rotação cobra um preço caro.


Com muito estudo e confiança e seus comandados, Léo Condé venceu dois adversários de série A, com mais dinheiro e badalação, não só se valorizando mas também aumentando o "valor" do Vitoria dentro do campeonato. Obvio que a meta mais realista ao rubro-negro seja 16o ou melhor, o Vitória vem para competir, não apenas para jogar para não cair.


Parabéns ao time que fez uma linda festa, uma campanha tão bonita quanto, que trabalhou, se esforçou, venceu, empatou e perdeu como um time. Titulo merecido e que seja o começo de algo enorme.


Ao Bahia, parabéns por terem sido melhor time da Copa do Nordeste, mas saibam que isso não é suficiente para corresponder o investimento. Ao senhor comandante, sei que você não tem dois Everton'S Ribeiro'S, mas também não tem nenhum jogador de várzea no seu banco. O elenco é desbalanceado, mas nem de longe é culpado por algumas atuações patéticas que o time deve no ano.


No mais, que seja um grande ano a todos os nordestinos e que a região cresça em todas as instancias, incluindo o futebol!


*As opiniões aqui emitidas, são de total responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva.



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