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Blog do Bosco: A beleza em ser diferente

Blog traz artigo destacando a atuação do Clube do Porto em seu último confronto pelo Campeonato Português.

Antes de começar esse artigo, peço perdão pela demora e perca do "timing" certo para fazer essa publicação, contudo, semana passada comentei a vitória do Porto sobre o Benfica e fora o baile, a forma "simples", porém, extremamente efetiva e de certa forma clássica, me encantou ao ponto de escrever acerca dela.


A equipe do Porto respeita o futebol bem jogado e busca ser diferente. Não estou sendo dramático, o desapego do Porto com o o altamente popular 3 - 2 - 5 me impressionou muito, ainda mais da forma como o time usava a lateral do campo. O 4-2-4 implementado por Sérgio Conceição não só arrancou uma vitória heroica contra o Arsenal, como também goleou o rival pela liga nacional.


Vindo primeiramente para a parte defensiva, é um time extremamente corajoso e bastante versátil. De inicio, era um time que marcava muito em cima, com linhas bastante altas e sem se desorganizar do 4-2-4, pressionando com os quatro homens da frente e buscando induzir o Benfica ao erro ou ao chutão, coisa que impediu boas saídas de bola da equipe visitante e permitiu com que o Porto monopolizasse a posse de bola por boa parte do primeiro tempo.


Quando a estratégia não funcionava, a equipe se compactava num 4-4-2, em bloco médio, onde os pontas se compactavam no meio campo, impedindo que os 'Encarnados' utilizassem o setor, forçando novamente bolas longas, pelas laterais, onde estavam muito bem protegidas por João Mario e Wendell. Fora tudo isso, nesse esquema, as linhas eram muito próximas, impedindo que as águias povoassem qualquer espaço que houvesse entre elas.


A única vez que o Porto realmente deu "campo" para o Benfica, foi no final da primeira etapa e inicio da segunda, onde os 'Dragões' mudaram sua formação e se retraíram bem em um 4-2-3-1, onde os pontas dobravam na lateral, o centroavante não mordia o portador da bola e os volantes tinham como missão, impedir chutes de fora da área. Esse estilo mais retraído teve como objetivo descansar o time do ritmo intenso que teve durante 35 minutos de primeiro tempo, e o único revés obtido foi realmente foi a baixa na porcentagem de posse.


Já entendemos como a equipe defende, mas e o ataque? Bem, ele mantem quase que completamente a mesma "face". Os quatro homens da frente são o ponto principal, principalmente Francisco Conceição, que é o grande armador da equipe. O meio é quase que inutilizado, uma vez que a bola poucas vezes passa por lá e a maioria dos toques de Nico Gonzalez, meia do time, foi dentro da grande área, buscando finalizar. O time geralmente escolhe um lado por tempo para priorizar e tentar gerar desequilíbrio, assim geraram 5 gols.


Na primeira etapa, a construção foi quase que exclusivamente em cima de Conceição, o jogador que mais me chamou a atenção no jogo. Um ponta clássico, que se destaca por não precisar jogar encaixotado entre um centroavante e um ala direita, com liberdade tanto para puxar para dentro e bater, como puxar para a linha de fundo e buscar o cruzamento, sendo assim inclusive, a ferramenta do primeiro gol. Um jogador criativo, incisivo e que em estilo de jogo, lembra os tempos áureos de Douglas Costa, Ribery e Robben.


Durante a segunda etapa, as forças foram movidas ao lado esquerdo, onde Galeno e Wendell fizeram uma excelente dobradinha que culminou em três tentos anotados. O lateral que vive grande fase, está convocado e marcou gols, exerceu duas funções no jogo e as executou com a mesma maestria; A primeira função foi justamente de um ala esquerdo, tentando buscar a linha de fundo para o cruzamento, a segunda, jogando um pouco mais para dentro, como um motorzinho, carregando a bola, construindo bem, e pisando na área para marcar um gol.


Galeno, o homem da partida, executou com excelência as funções que dividia com Wendell, ainda se complementou com as funções de "centroavante surpresa". Em um jogo onde a principal função do artilheiro Evanilson era confundir a marcação adversária, Galeno sabia aparecer bem como elemento surpresa, tanto para cabecear, como para marcar com a bola nos pés.


O camisa 30, ex-Fluminense, que anotou 14 gols essa temporada, pode ter até passado em branco para alguns, outros irão lembrar da assistência para o segundo gol, mas no final, Evanilson foi um dos jogadores mais importantes dessa partida. Muito inteligente sem a bola no pé, passou a partida inteira "enlouquecendo" a zaga do Benfica, servindo de isca, puxando sempre a dupla para si mesmo e dessa forma, conseguindo abrir um espaço para finalização, seja no primeira ou segunda trave, seja no meio da grande área.


Quem melhor aproveitou esse espaço gerado além do já citado Galeno, que anotou dois gols de "camisa 9" e realmente foi um falso ponta durante o jogo, foi Pepê, o ex-jogador do Grêmio atuou como um clássico "segundo atacante", sendo a válvula de escape da equipe quando eles estavam mais retraídos, e quando o foco era ataque, ora fazia função similar a de Evanilson, atrapalhando a marcação, ora fazia função de Galeno, aproveitando o espaço para finalizar, e também marcando um gol. No final da partida, passou a jogar como um ponta direita, fazendo também as funções de Francisco Conceição e conseguindo uma assistência jogando assim.


Citado muitas vezes até aqui, mais pouco aprofundado, Galeno ganhou o prêmio The Best Novibet com muitos méritos, uma vez que mostrou uma inteligência em preencher espaços abertos por seus companheiros, fez um bom trabalho levando a bola até a linha de fundo e cruzando e anotou dois gols. Seja explorando a primeira ou a segunda trave, ficando no meio da área como o "9", ou jogando como extremo, Galeno se mostra um atacante completo e versátil, sem medo dos adversários e com uma contribuição enorme técnica e taticamente, permitindo ao time e a si mesmo, jogar de formas até "antagônicas" entre o primeiro e o segundo tempo, e sendo crucial e um destaque nas duas formas e nos dois tempos.


Mais discreto, porém, não menos importante, João Mario foi crucial na fase defensiva. Sem subir muito, teve um desarme preciso o jogo inteiro, não deixou com que o Benfica progredisse e ainda conseguia ligar defesa e ataque por meio de bons passes longos. Por mais que a defesa não tenha trabalhado tanto, Mario foi importante e talvez, o atleta que mais obteve destaque no setor.


Apesar de não ter um grande desempenho na Liga Portuguesa, Sergio Conceição acerta muito ao montar uma equipe veloz, inteligente, intensa e versátil. Ao se desprender dos "mais modernos conceitos de atacar com três zagueiros" ele faz uma equipe muito divertida de se ver jogar e que é diferente de equipes muito "mecanizadas" ou "pouco originais", trazendo um toque a mais de divertimento ao assistir o esporte bretão.


Talvez, o maior mérito da equipe portuguesa é ter se adaptado aos seus jogadores, e não o contrário. Ao achar o melhor jeito de utilizar os polivalentes e inteligentes membros de seu plantel, Conceição cria uma equipe que pode até ser abaixo de times das cinco grandes ligas, mas que definitivamente, encanta e diverte mais que as suas "adversárias".


Vale a pena assistir o Porto jogar, mesmo que contra times menores. Nesta terça-feira (12), os dragões vão até Londres defender sua magra vantagem construída contra uma equipe tão plástica quanto, que apesar da enorme superioridade técnica, deve fazer um duelo aberto e muito interessante. Que os amantes do futebol prestem muita atenção nesse subestimado, mas muito bem jogado confronto.


*As opiniões aqui emitidas, são de total responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem a opinião do Dimensão Esportiva.

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