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Arbitragem brasileira estabelece procedimento próprio em Corinthians x Flamengo

Mesmo com a presença do presidente da Fifa, Gianni Infantino, na Neo Química Arena, assistente do VAR tomou decisão pelo árbitro em lance capital da partida. Bráulio da Silva Machado afirmou não ter visto o lance e, ainda assim, não foi chamado para checar as imagens na tela e firmar sua interpretação


Ednaldo Rodrigues (esq.), Presidente da CBF, e Gianni Infantino, Presidente da Fifa, marcaram presença na primeira perna da final da Copa do Brasil


Corinthians e Flamengo fizeram a primeira perna da final da Copa do Brasil na última quarta-feira, 12. A partida acabou com um empate em zero a zero no placar, mas um lance ficou marcado por muita polêmica, mesmo após a divulgação do áudio da conversa entre árbitro e a cabine do VAR.

Aos 35 minutos da segunda etapa, Mateus Vital fez um cruzamento para o meio da área, à meia altura. Yuri Alberto desviou da bola, que acabou atingindo em cheio o braço do zagueiro flamenguista Leo Pereira.

Se a penalidade deveria ser marcada ou não, caberia ao árbitro Bráulio da Silva Machado interpretar. Isso não aconteceu na Neo Química Arena.

O árbitro acionou o VAR para análise do lance, alegando não ter visto o momento em que a suposta infração teria ocorrido. A resposta do assistente do VAR foi de que a bola resvala na barriga de Leo Pereira antes de tocar em seu braço, o que descartaria tanto a intenção do jogador, quanto a naturalidade do movimento, mandando seguir a partida.


Equipe de arbitragem da primeira partida da final da Copa do Brasil esteve junta dias antes da partida para se preparar e melhorar entrosamento


Mesmo com diversos ângulos de replay, com velocidades diferentes para visualizar o momento e com repetidas vezes de análise do lance, é difícil dizer se há ou não desvio. Se o movimento de Leo Pereira é natural ou não.

Diante disso, não seria o procedimento convocar o árbitro para ver o lance na tela e tomar sua própria decisão?

Em uma final de campeonato, diante de um lance interpretativo, com a fala do árbitro de que não viu o lance — e portanto não possuía uma decisão de campo —, a função do VAR não era de decidir por ele.

Assim seria, caso o lance fosse claro e não coubesse qualquer questionamento às imagens ou à interpretação, o que não foi o caso.


Presença do presidente da Fifa na Arena pode ter pressionado a CBF por decisões mais rápidas do VAR


Já encerrada a discussão sobre o procedimento do VAR e todas as dúvidas envolvidas no lance em questão, fato é que Gianni Infantino é uma presença intimidadora para os poderosos das pelejas brasileiras.

Diante da figura central da maior entidade do futebol mundial, é claro que a Confederação Brasileira desejava apresentar estar enquadrada aos padrões estabelecidos mundo afora, nas principais competições ao redor do globo.

Para isso, uma das possibilidades existentes é de pressão por decisões mais rápidas quando o VAR fosse acionado — já que uma crítica de comissões, jogadores, torcedores e mídia é o tanto de minutos tomados até a continuação da partida —, prezando pela velocidade na tomada das decisões.

Mesmo que um pedido assim seja acompanhado de outro, a manutenção da qualidade nas chamadas, a mensagem que prevalece é de mostrar rapidez diante de Infantino — até para buscar uma boa apresentação e estar sob o holofote para futuros eventos importantes.

Por fim, a resposta da CBF à reclamação do Corinthians só mostra que, para eles, somente o mérito — se foi pênalti ou não — importa. Se o procedimento foi certo ou não, não é o foco.

Se a decisão tivesse sido errada na visão deles, estampariam em um documento público, ainda com a segunda partida da final por acontecer?

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