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Alan Ruschel, o homem que driblou a morte

3 anos depois, um dos sobreviventes da tragédia da Chapecoense deu a volta por cima e voltou a jogar em alto nível


Foto: Marcos Souza/Estadão Conteúdo



"Sou de Nova Hartz e comecei no Juventude, time tradicional da cidade de Caxias do Sul, na serra do Rio Grande do Sul. Joguei lá por dois anos no início, depois em outros clubes do interior do estado. Entre idas e vindas foram 7 anos de Juventude. Até que cheguei na Chapecoense e Internacional, onde tive maior projeção. Foi um início de carreira bem próximo da minha cidade, das minhas raízes. Foi importante ter meus familiares e amigos por perto nesse início que é tão importante na vida profissional de qualquer atleta".


E assim, começou a carreira de Alan Luciano Ruschel. Em 2019, Alan completou 30 anos de vida, porém, hoje, ele completa 3 anos de seu "segundo nascimento". No dia 29 de Novembro de 2016, Alan estava no Voo LaMia 2933 que levava o time da Chapecoense para a Colômbia, onde disputaria a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.


Quando sobrevoava a cidade de La Unión, a aeronave caiu devido ao esgotamento do combustível. Das 77 pessoas a bordo, apenas 6 sobreviveram, e Alan foi uma delas. O lateral-esquerdo não só sobreviveu ao acidente, como voltou aos gramados menos de um ano depois, no jogo amistoso contra o Barcelona, em 7 de agosto de 2017.


3 anos depois da tragédia, e agora jogando no Goiás, Alan contou ao Dimensão Esportiva os reflexos do acidente no atual momento da Chape: "Acidentes como o que aconteceu há 3 anos mexem completamente com a estrutura de um clube. Perdemos amigos, profissionais, um time inteiro e sua comissão técnica. É impossível que não fiquem marcas. Mas não se pode justificar tudo pelo o que aconteceu há três anos".


Neto, Luis Suárez, Follman, Alan e Messi posaram juntos antes do jogo entre Chape e Barcelona (Reprodução: Instragram/@chapecoensereal)


Em agosto de 2019, foi anunciado o empréstimo de Alan ao Goiás. O atleta falou sobre a repentina saída da Chape:


"Há algum tempo eu estava com a ideia de seguir a minha carreira fora da Chapecoense. Muito foi falado sobre eu estar lá somente por ter sobrevivido ao acidente, por pena, por uma “dívida”. Nunca foi isso, segui me dedicando e querendo jogar como sempre quis, por isso achei que era o momento de sair da Chape e começar um novo capítulo na minha carreira. Levo o clube no meu coração e com certeza foi muito importante no recomeço da minha carreira".



Vamos falar do campo


Alan não falou "apenas" de sua relação com a Chape. O gaúcho falou sobre qual posição ele mais gosta de jogar:


"Minha posição de origem é lateral, mas estou pronto para ajudar em qualquer posição que o treinador achar que eu deva jogar. Me preparo muito pra isso e me preparo diariamente para estar sempre pronto para entrar na equipe e ajudar da melhor forma possível, seja como meia ou lateral".


Mas quando perguntado sobre qual o clube onde ele rendeu mais, ele preferiu entrar nesse mérito:


"Não avalio a minha carreira desta forma. Acredito que em todos os clubes que estive, dei o meu melhor, me dediquei da mesma forma, sempre treinando e procurando aprimorar meu futebol e condicionamento físico para estar sempre 100%".


Divulgação: Goiás EC



E o futuro, Alan?


Alan também falou sobre o seu futuro:


"Acredito que ainda tenho muita lenha pra queimar. Estou no Goiás e tenho muitas coisas para fazer aqui ainda, muito o que jogar e conquistar. Sigo focado aqui, treinando e me dedicando para alcançar os objetivos do clube".


Mas será que Alan já parou pra pensar o que vai fazer quando parar de jogar? Será comentarista, dirigente ou treinador? Ou nenhuma das opções? Calma! Ele quer dar um passo de cada vez:


"Prefiro pensar passo a passo. Um degrau de cada vez. Como disse, ainda tenho muita lenha pra queimar no futebol. Estou focado em estar preparado e fazer bons jogos, ainda sou atleta do Goiás e é aqui que quero pensar agora".

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