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A derrota para o Valencia escancara a mudança de ideias no Barcelona

Atualizado: 26 de jan. de 2020

Na terceira partida sob o comando de Quique Setién, a equipe azul-grená tem atuação ruim no Mestalla e levanta uma grande dúvida: o que o time pode conquistar em 2020?


Ter Stegen pegou pênalti na derrota. Foto: Reprodução / Twitter (FC Barcelona)

O Barcelona foi ao Mestalla para enfrentar o Valencia neste sábado (25), pela 21ª rodada de La Liga. Com a derrota por 2 a 0, o Barça permanece com 43 pontos e pode ser ultrapassado pelo Real Madrid, que visita o Valladolid neste domingo, às 17h.


A equipe azul-grená foi nula no ataque nos primeiros 45 minutos e só apresentou algum perigo à defesa do Valencia no segundo tempo do jogo. Ter Stegen teve uma grande atuação e pegou um pênalti, impedindo que o time de Albert Celades abrisse o placar na primeira etapa. No entanto, o Valencia aproveitou os espaços no segundo tempo e marcou duas vezes.


A terceira partida de Quique Setién à frente do time deixou expostas as deficiências do time nos dois lados do campo.


No ataque, Griezmann jogou como um meia pela esquerda, colaborando na defesa e jogando longe demais do gol. Portanto, o francês pouco produziu. Setién adiantou Messi, que atuou como um segundo atacante — ou falso 9 —, ao contrário da tendência do camisa 10 de recuar cada vez mais e atuar como um meia, como acontecia sob a batuta de Valverde. O argentino não conseguiu receber entre as linhas do Valencia, como era o planejado, e só conseguiu tocar na bola mais longe do gol. Ele buscou duas faltas e isolou as duas oportunidades.


O meio de campo com Busquets, Arthur e De Jong não teve verticalidade, com o holandês sendo até mais incisivo, mas não finalizando quando teve espaço. Desta forma, todas as jogadas de ataque acabaram antes que a equipe azul-grená pudesse finalizar. O relativo destaque da equipe, além de Ter Stegen, fica na entrada de Vidal e Fati, no início da segunda etapa. Eles melhoraram o time ofensivamente, com o guineense naturalizado espanhol realizando a primeira finalização do time com a bola rolando e sendo mais incisivo, mas sem efetividade.


A defesa ainda está longe de captar a ideia de jogo de Setién. Alguns aspectos até foram resgatados, como linha da defesa alta e a pressão do ataque na posse do adversário, mas os dois laterais deixaram avenidas em suas costas e não houve cobertura eficiente na maior parte do jogo, por isso o grande trabalho de Ter Stegen ganhou destaque.


O primeiro gol saiu dos pés de Maxi Gomez, que recebeu pelo lado direito da grande área e teve espaço para pensar e arriscar o chute. O camisa 23 do Valencia contou com um desvio de Jordi Alba — o gol foi considerado contra pela geração das imagens e corrigido na súmula para o atacante— para abrir o placar. Alba deu muita liberdade a Gomez e a cobertura chegou muito atrasada.


O segundo gol, apesar de não parecido plasticamente, foi muito semelhante no erro defensivo do Barça. Maxi Gomez recebeu na grande área pelo lado esquerdo e teve espaço para colocar no canto oposto, tirando de Ter Stegen. A diferença foi o lado do campo: Sergi Roberto deu liberdade demais ao atacante uruguaio.


Os erros expostos pelo Valencia acabam acontecendo pela transição de ideias de jogo, mas se o Barcelona deseja faturar algum título na temporada, precisa se adaptar ao novo comandante rapidamente e sanar os erros nos dois lados do campo.


O futebol inglês está, neste momento, em um nível muito acima do exibido em La Liga, o que torna a Liga dos Campeões um objetivo distante. Nos torneios domésticos, o Ibiza, da 3ª divisão espanhola, deu trabalho na Copa del Rey, enquanto o Real Madrid pode ser o novo líder ao fim da 21ª rodada. Já em janeiro, a quatro meses do fim da temporada e com Messi visivelmente abalado, a reação precisa vir rápido.

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